segunda-feira, 20 de setembro de 2010

História de uma alma...


Foi navegando na internet que encontrei o blog que, hoje, lhes apresento. Achei-o tão criativo. Repleto de poesias. Poesias escritas com fé, com esperança e amor. De um servo de Nosso Senhor. São histórias de uma alma. Um sacerdote que estuda Comunicação Social. Que utiliza os seus dons a serviço da evangelização. Seu nome marca sua procedência. Denuncia a sua missão. Chama-se Severino Isaías Lima. Um autêntico e talentoso nordestino. Com nome de profeta.  Fica, então, o convite. Para que visitem o blog do padre escritor, poeta e comunicador. 


Parabéns Pe. Severino Isaías! Que Deus o abençõe em cada dia, na vivência de sua vocação. Que seja instrumento de amor e de paz, aqui, na grande cidade dos homens!!

Uma boa semana a todos!! : )



domingo, 19 de setembro de 2010

A verdadeira riqueza...


Ainda ecoam em nossos ouvidos a música e a letra da Campanha da Fraternidade deste ano.  Campanha Ecumênica.  Com o tema:  “Economia e Vida”.  E o lema: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.  Hoje, faz um lindo dia de sol. Bela manhã de domingo.  Convidando-nos à reflexão.  Lição de boa administração.  E Jesus, então, conta a parábola do administrador infiel, mas previdente.
Um homem rico tinha um funcionário que era responsável pela administração dos seus bens. No entanto, aquele administrador não estava sendo digno da confiança do seu patrão. Pois existiam denúncias contra o mesmo sobre o mau uso da riqueza que lhe fora confiada.  Assim é que o patrão chama o administrador e pede contas da sua administração.  O astuto funcionário, então, prevendo que seria despedido e percebendo que já estava velho e sem forças. Que não poderia cavar nem mendigar.  Toma uma decisão.
Vai ao encontro dos devedores do seu senhor.  Para eles propôs um abatimento das suas dívidas.  Aquele que devia cem barris de óleo,  pediu que escrevesse cinquenta. O que devia cem sacas de trigo,  orientou que escrevesse oitenta.  Assim fez o infiel administrador.  Pois pensou que procedendo daquela forma quando estivesse sem emprego teria feito amigos que o receberiam em suas casas.  E o seu patrão constatando a sua esperteza elogiou o funcionário desonesto.  
Elogiar o administrador desonesto?!  Qual seria o ensinamento que Jesus queria comunicar aos seus discípulos?!  Naquele tempo, os juros não eram permitidos. Logo, os empresários da época contratavam administradores combinando que o que eles cobrassem a mais pelo seu produto vendido caberia a eles.  Ou seja, quando o administrador negociou as dívidas dos devedores do seu patrão, ele nada mais fez do que abrir mão da parte que lhe cabia.  E reside, aí, a sua criatividade. Naquela altura da sua vida, de nada adiantaria o dinheiro, a riqueza, os bens.  Somente a amizade das pessoas que o acolheriam.
Hoje, vivemos outros tempos, outra época. Mas, não muito diferente no que toca à riqueza. Como o profeta Amós, há muitas denúncias que apontam a injustiça, a exploração. O deus das relações comerciais, no mundo do TER, ainda continua sendo o dinheiro.  Em nome dele muitas pessoas morrem de tanto trabalhar. Privam-se da família, dos amigos, da convivência com Deus. Em nome dele se matam, destroem-se. Vendem-se suas almas, sua honra, seus valores. Em nome dele, quebram-se os próprios princípios. Renegam a sua fé. Em nome de mais dinheiro.
O Cristo não disse que o dinheiro é ruim. Afinal, precisamos dele para sobreviver. O  que não devemos é ser submissos a ele.  Escravos obcecados pelas riquezas transitórias. Sejamos “espertos” usando da riqueza que nos é concedida. Do dinheiro como meio. Meio de praticar o bem a todos que nos cercam. Realizar a justiça social. Partilha de tudo que nos foi confiado por Deus Pai. Afinal, é Ele o Senhor de tudo que existe. Nós apenas,  administramos.
E com o “Apóstolo das Gentes”, S. Paulo pedimos sabedoria e discernimento. Fidelidade na administração dos bens terrenos.  “Esperteza” no uso das riquezas em favor do bem comum.  Quantos políticos que deveriam se converter! Afinal, não podemos, de fato, servir a dois senhores. Ou amamos a Deus e   realizamos o seu projeto de vida ou amamos o deus do dinheiro e contribuimos para morte e para destruição. Cabe a cada um de nós  escolher. Somos livres, somos filhos do Pai Eterno.  A nossa riqueza verdadeira!
 Um bom domingo a todos!! : )

sábado, 18 de setembro de 2010

O martelo de Thor...



E segue o martelo. Marteladas. As paredes socadas. Aqui, do lado, há uma obra. Já quase acabada. Um condomínio vertical. Um prédio de moradores vai ser.  Mas o barulho é infernal.  Os vizinhos estão em “frangalhos”.  E a gente também. Hehehe!!  É tok, tok, tok. Punk, punk, punk.  Uma sinfonia do caos.  Só param no domingo. Ainda bem.  O sono agradece. E o silêncio também. 

O Thor mora ao lado. Ribombos saem do seu martelo.  O deus dos trovões nasceu na mitologia nórdica.  Virou estória em quadrinhos. Quem nunca viu aquele homem de barba e cabelos vermelhos.  De grande estatura. Símbolo da força da natureza.  O seu martelo,  o Mjolnir.  Era mágico e nunca errava o alvo. E para mãos de Thor sempre retornava.
Thor era filho de Odin (deus surpremo de Asgard) e de Jord (a deusa da Terra). Era extremamente forte.  Comandante das chuvas, dos raios, dos trovões. O campeão das disputas contra os inimigos dos deuses.  Sua mulher era Sif (a deusa da colheita). Com ela teve uma filha, Thrud (Força). E com a giganta Jarnsaxa, dois filhos: Magni (Força) e Modi (Coragem).
Thor era apreciado pela sua honestidade e repugnância pelo mal.  Guerreiro que venceu gigantes, feras e monstros. Gostava da companhia de Loki.  Percorria o céu numa carruagem e as montanhas rugiam com o barulho das rodas.  Assim nasciam os trovões.  A tarefa de Thor era matar a cruel serpente, cria de Loki, a Jormungand.  Mas, morreu numa batalha.
E, aqui, ao lado, seguem-se os trovões. Briga de gigantes. Faíscas de ruídos. Pof, pof, pof. Trunk, trunk, trunk. Erguem-se os deuses em luta. Olha, aí. Melhor, ouça aí o martelo de Thor. Incansável e ensurdecedor. Quem vencerá a guerra?!!  Vamos aguardar. Beber paciência no café da manhã. E esperar o triunfo do silêncio.
Thor, por algum tempo, mora ao lado...hehehehe!!
Um ótimo sábado a todos!! : )




sexta-feira, 17 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O flamboyant...


Ainda não botei os olhos para fora de casa. Acordei pensativa. E como disse Alberto Caeiro, “pensar é estar doente dos olhos”.  Pois enquanto pensamos a vida lá fora se manifesta.  E se manifesta em nós também.  Um turbilhão de idéias. Já contei que muitas vezes sofremos da “dor-de-idéia” como disse o poeta e escritor Rubem Alves.  Pensar.  Matutar. Amanheci assim.  Mais belo seria cantar como os pássaros que ouço, aqui, da janela.  Com toda essa cantoria não dá nem para imaginar que vivemos numa grande cidade. Selva de pedra.  De cimento e concreto.  Preciso sair para andar no parque. Encontrar a natureza. Flores e árvores. Aquietar os sentidos. Levá-los para passear.  Expulsar as idéias. E apenas contemplar os flamboyants. Eles são tão lindos. Beleza exuberante. Suas pequenas flores que caem e que deixam a grama forradinha de encanto.  Tudo na natureza é simples.  As árvores não pensam,  as flores não matutam. O regato de água só corre. Borbulha. Bolhas de sabão.  Que flutuam no ar.  A simplicidade encanta. Ela nos purifica da correria do dia-a-dia.  Da selvageria humanística.  Afinal, o ser humano só complica.  Arrogantes e prepotentes.  Iludidos pensam possuir poderes.  Domínios.  Pobres criaturas.  Tão necessitados de paz. De simplicidade. De afetividade. A vida nos dá aquilo que nós próprios semeamos.  Quem não consegue enxergar o encanto das coisas simples. Não consegue, também, sentir alegria. Pois a cabeça está cheia de um montão de planos para mais ter. E o coração fica vazio sem nada de verdadeiro para amar. Por isso o Caeiro estava certo. Vamos sentir a vida em toda a sua manifestação. Nas realidades pequenas. Na percepção da natureza.  Nada de sofisticação.  Raciocínios. Silogismos. Discursos eloqüentes. Somos diferentes. Temos almas feitas de poesia. Construímos os nossos canteiros mesmo na selva de pedra. Há jardins em flores.  Mais encantos, mais amores.  Somos de outra tribo.  Planeta da esperança.  Carregamos no peito a fé. Olha que bela oração é a árvore da vida. Um flamboyant florido. Vou para o parque. Ainda que me atrase um pouco. Às favas, com as dores-de-idéias! Fui!
Um belo dia para todos como o flamboyant florido!! : )


terça-feira, 14 de setembro de 2010

A formiga caminha...


Observo a formiga que caminha. Trabalhar é nossa sina.  O dia inicia-se e termina. Sempre há a rotina.  Nos passos daquela formiga. Nos passos da nossa vida.  Ela caminha e carrega uma linda folha verde suculenta.  O alimento que a sustenta.  Sem a qual nada haveria. Nem a formiga, nem sua sina. Muito menos a rotina.  Então, vai formiguinha. Caminha, caminha. Trabalhar também é preciso.  Remove os campos.  Carrega as folhas.  Admira o céu. E faz do seu pranto o seu próprio encanto.  Da sua dor uma linda canção de amor.  Da sua rotina a sua alegria.  Transporta e transforma.  Movimento de vida. Nas trilhas da esperança.  Sustenta  em seus ombros lindos sonhos de criança.  Que ainda persistem na sua maturidade. Uma formiga teve infância?! Talvez, quiçá. Certamente, que sim.  Sonha com o paraíso. O paraíso de uma formiga deve ser muitas, muitas folhas verdes. Para, então, ela transportar, carregar. É a sua razão de ser.  Como é bom levantar. Os olhos abrir. O ar respirar. Sentir o coração a pulsar.  Enxergar a pequena formiga.  Ela caminha, caminha. Então, vamos lá trabalhar. Mas, principalmente, viver!!
Um bom dia a todos!! : )

Dia do frevo...



É preciso graça e molejo...

Para a dança do frevo ensaiar...

Frevo que "freve", burbulha na agitação....

Veio, lá, do Nordeste esses jeito brincalhão...

Mistura de passos e de cores...

Encanto saltitante rente ao chão...

Salve o frevo, salve Pernambuco...

Alegria no coração!!

Bom dia! : )





segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Retrato da natureza...


Chuva no telhado...

Molhado o coração...

Retrato da natureza...

Escorrendo pelas mãos!

"Chove chuva, chove sem parar"...

Boa semana, bom dia a todos! : )

domingo, 12 de setembro de 2010

Na grande festa do Pai...



Soam as trombetas pois a festa começou. A música ecoa pelos ventos. Foi servida farta mesa. Há comida, há bebida. E pessoas alegremente a conversar. Celebração do reencontro. Da manifestação do perdão. O filho que arrependido retorna à casa do pai. E aquele pai cheio de júbilo ergue as mãos para o céu e agradece. “Meu filho estava perdido. E foi encontrado. Esteve morto. E hoje vive”. É assim o coração bondoso do Pai Eterno. Presente nas três parábolas de misericórdia narradas por Jesus Cristo.

O pastor sai em busca da sua ovelha perdida. A mulher pega a lamparina e procura pela moeda desaparecida. O pai não abandona o filho que o deixou. Nutre em seu coração a esperança do retorno daquele a quem desde sempre amou. A paciência e a bondade paternas são um bálsamo, uma alegria, um dom. O amor verdadeiro nada impõe. Somente propõe. E deixa livre para que cada um possa escolher. E no coração de pai as suas orações pelo filho sempre irá fazer. Não importa a idade ou o mal praticado. Os seus braços estarão sempre abertos. Prontos para acolher. Perdoar os pecados. De um coração arrependido. Renovado. Pois é o seu filho muito amado.

Jesus foi censurado pelos fariseus por partilhar a mesma mesa com os publicanos, os pecadores que o seguiam. Entretanto, aí, está a sua mensagem. Ele não veio, exclusivamente, para os justos e para os santos. Mas, sim e principalmente, para aqueles que vivem o pecado e os que não o aceitam também. Ele não desiste de cada um de nós. Conhece os nossos limites. Sabe das dúvidas, angústias, incertezas existentes em nossos corações. Mesmo assim para todos oferece a salvação. Pois assim está escrito que Ele desde sempre nos amou.

Foi assim também com Paulo. O perseguidor dos cristãos. Deus na sua infinita paciência esperou. E o dia da conversão, finalmente, chegou. O Saulo ficou para trás. Pertencente ao passado. Que, enfim, restou enterrado. Dali para frente o nome dele seria Paulo, “o apóstolo das gentes”. E, aí, tantos prodígios, como discípulo do Cristo, fez acontecer.

E como aquele filho pródigo na festa do Pai nos alegramos. Pois Ele resgata a nossa humanidade ferida. E a eleva e a santifica. Com sua bondade e misericórdia infinitas. Um pai é assim. Amparo, sustento, proteção. Capaz de dar a vida e o próprio coração. Para encontrar o seu filho perdido e garantir a sua redenção. Por isso nada de medo. Confiança sempre no amor do Pai. É ele o sentido da vida. A graça de cada dia que nos refaz! Amém!

Um bom domingo a todos! : )




sábado, 11 de setembro de 2010

Música que vem do coração...



E não é que a chuva voltou?! A luz do sol se apagou. O céu mais cinzento ficou. Toque uma música para sentirmos. Música instrumental daquelas que nos fazem viajar pelo tempo e pelo espaço. Aquela que nos sugere um carinhoso abraço. Nos braços da imensidão do universo. Céus, como ele é tão vasto. Planetas e galáxias. Dimensões cósmicas. É assim. Maestro, som na caixa! Na caixa do nosso universo chamado coração. Nele, também, há planetas, lugares. Quiçá, espaços siderais. Nele cabem a beleza e a grandeza de todas as realidades criadas. Música para sentir. E o coração para ouvir. Toque a canção. Som na caixa. Hoje, é sábado. E a chuva lá fora insiste em cair. Arte na melodia. Manhã que anuncia a chegada de mais um dia. Mais uma nota: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Chegue aí. Vamos ouvir. Já disse alguém que a música é vida interior. Então, por favor, toque a canção que vem do próprio coração.

Um bom sábado a todos! : )

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Prece ao amigo dos animais...



"Senhor!

Perante o altar de minha consciência

Neste Templo Universal

Com alma ajoelhada

Venho pedir-vos:
A força para doar meus conhecimentos profissionais de Médica Veterinária

em prol da salvação e do bem estar

da vida animal.
A graça de compreender a responsabilidade

e o privilégio que me é concedido

de promover o convívio fraterno

entre os homens e as demais espécies.
A correção nas minhas atitudes

que eu ame, socorra, alivie os animais,

nossos irmãos menores,

como faria ao ser humano.
Afastai do meu coração

a cobiça e a mesquinhez

que eu tenha compaixão,caridade e respeito

por tudo que criastes.
Amém!".
 
(Desconheço a autoria). 
 
Fica, aqui, o nosso carinho aos amigos que cuidam de nossos animais. Obrigada, Dr. Giovanni e tantos outros mais. Que Deus na sua infinita bondade lhe conceda saúde e paz. Que S. Roque, S. Francisco interceda por todos nós!! Os latidos carinhosos da Shiva, do Cigano, da Ika, do Cigano. E, lá, em Campo Grande, do Eros também!!
 
 

Dia do Veterinário!!


Cigano

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Alfabetização: direito de ser...



Alfabetização, lição de cidadania. Esperança que acalenta. Aquele que não lê nem escreve. De registrar-se no tempo dentro do seu espaço. De ver-se, então, sujeito da sua própria história. Produzir, construir, realizar o conhecimento. Aguçar o sentimento, a sua percepção. Análise crítica e analítica. Perquirir e indagar sobre as realidades que o cerca.  Resolver, desvendar, pesquisar. Habilidades desenvolver. Seria lindo de ver. As pessoas lendo e escrevendo. E, mais ainda, refletindo, interpretando, sopesando. Ninguém as levaria no "bico". Pois saberiam dizer qual a razão disso tudo.  As razões do próprio existir. O turbilhão de emoções que invadem o ser. Pedagogia para a vida.

Hoje, comemora-se o dia mundial da alfabetização. Que fique, aqui, os nossos aplausos a todos aqueles que se dedicam à arte do ensinar. Finalizamos, com as palavras e os sentimentos tão bem expressados por Rubem Alves, em seu livro "Conversas com quem gosta de ensinar":

“Eu diria que os educadores são como as velhas árvores. Possuem uma face, um nome, uma estória a ser contada. Habitam um mundo em que o vale é a relação que as liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade sui generis, portanto, têm nome, também uma “estória”, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal”.

Que as pessoas usufruam o direito de saber ler, escrever. Que seja respeitada a sua dignidade de ser pessoa, de ser gente. Sujeitos e senhores dos seus próprios destinos. Amém!

Bom dia a todos! : )  



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vi uma nova estrela nascer...



Na imagem da natureza que aparece, hoje, na tela do computador há um arco-íris. Sinal da esperança. Esperança na vida que nasce e renasce a cada amanhecer. Foi assim que recebi a visita de uma nova amiga. Seu nome. Universo do Amor. Amor e Paz Natureza. Sua luta: a defesa da vida. Do meio ambiente. Da flora, da fauna. Dos animais. Ela é do Pará. E as coisas não estão nada fácil para os tubarões por aquelas bandas de lá. E para os golfinhos também. Vejam as notícias. Eis, aí, o seu blog: http://crimesambientaisbrasileiros.blogspot.com/

O notável e incansável ecologista, José Lutzenberger, em seu livro de memórias, “Sinfonia Inacabada”, abriu o seu coração ao dizer: “Na abertura do filme A Década da Destruição, assiste-se à comovente cena de uma palmeira debatendo-se em meio às chamas na floresta. A movimentação de suas longas e belas palmas, açoitadas pelo bafo do fogo, transmite a dolorosa sensação de um ser vivo que, se pudesse, arrancar-se-ia pela raiz e correria daquele inferno”.

Lutz se foi. Mas sua luta e seus ensinamentos de amor à natureza e à vida permanecem sempre atuais. Vi o seu blog prezada amiga. Li, nele, as notícias acerca da matança dos tubarões, dos golfinhos. Então, as palavras ditas e escritas pelo gaúcho defensor do ambiente, calaram-me dentro do coração. Como não sentir a mesma dor desses seres vivos. Tão cruelmente eliminados pela ganância e pelo egoísmo humano. Sofremos, choramos. E a natureza verte lágrimas de sangue. A Criação agoniza. Pede socorro. Clama por paz.

E a insensibilidade humana faz pouco caso. Arrogância e prepotência dominam a cultura de morte. Como se não fizéssemos parte integrantes da mesma natureza que destruímos e eliminamos. O que mais me chama atenção, na figura controversa e carismática que foi Lutz, era sua grande sensibilidade e respeito com a vida de todos os seres. Dos mais minúsculos aos maiores. Não admitia que se pisasse maldosamente nem em uma formiga. Ele dizia que todo crime contra a natureza é um crime contra a própria humanidade.

O homem espalha a destruição. Mas não vê que na verdade quando assim o faz está assinando a sua própria sentença de morte. Matam-se os tubarões, os golfinhos, as baleias e tantos outros mais. Espécies em extinção. Até quando?!! Eis a questão.

Todavia, em meio a tanta crueldade, aparecem as estrelas de primeira grandeza. Pessoas com coração, com ciência e sabedoria. Conhecimento a serviço da vida. Assim como foi e fez Lutzenberger. Aparecem pessoas que se compadecem e assumem a luta. A luta contra a morte e a destruição. Pessoas que fazem acontecer. É assim Universo do Amor. Que eu vi em mais um blog em defesa do meio ambiente. Uma nova estrela nascer. Que ela brilhe bem alto no céu da nossa existência. Que a compaixão para com nossos irmãos animais, plantas e seres vivos seja a sua essência. Para que grite o seu nome: Amor e Paz Natureza!

Que transformemos a Década de Destruição em Década de Reconstrução. De fé, de respeito. De comprometimento com meio ambiente. De responsabilidade conosco mesmo. Pois quem maltrata um ser vivo, destrói e mata a si próprio. Somos todos, obra e perfeição do nosso Criador. Hoje, sete de setembro, façamos a parada do amor!!

Bom dia! : )





E aí...


A luz já raiou...

E a alegria chegou...

Independência não sei...

Mas a essência ficou...

Anseio pela liberdade...

Nesta Pátria Mãe Gentil...

Tão mal tratada, tão mal amada...

Teus filhos estão assim...

Mostra tua cara BRASIL!!

Bom dia, bom feriado! : )

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lava roupa todo dia...


A semana se inicia...

E o trabalho também...

"Lava roupa todo dia, que agonia"...

Canta assim e logo virá a alegria...

Que ela seja a certeza...

Da beleza de uma vida...

Assim agradecida...

Por mais um dia viver!!



Um bom dia, uma boa semana!! : )






domingo, 5 de setembro de 2010

Seguir o caminho...


Onde haverá tesouros de sabedoria?! Hoje é o dia. Dia de reflexão. Quem será capaz de a tudo, em nome do Reino, renunciar?! Renúncia é o caminho. Caminho estreito e íngreme. As exigências do seguimento são assim. Jesus Nazareno sabia disso e desde sempre nos amou. Foi capaz de dar a sua própria vida. E assim nos resgatou.

Estamos sempre a caminho. No meio daquela multidão que desejava ouvir o Filho do Homem. São várias as razões para seguí-lo. Somente o Pai conhece o coração de cada um. Não compreendemos os seus desígnios. Pois a natureza humana necessita da graça divina para melhor discernir. Não é nada fácil ouvir. Nada fácil cumprir.

É preciso ponderar. Sopesar. Avaliar as forças. E as conseqüências que daí a de vir. Assim como aqueles que irão construir uma torre. É preciso muito mais do que o alicerce. Faz-se necessário calcular o que se precisará por inteiro. Para então, como disse Jesus, a obra finalizar. Assim também como um rei que sai para a guerra. É preciso saber se terá condições de suportar a batalha. É assim o caminho.

Por causa do Reino, o Cristo falou. Deixe seus laços familiares. Tome sua cruz. Largue seus bens. Assim manifestou para indicar que os valores supremos e essenciais é o amor a Deus Pai e ao próximo. Para ser seus discípulos. Esta é a lei inscrita no coração do cristão. Mas Mestre, se estamos no caminho, também podemos nos desviar. Sair por um atalho. Perder o trajeto.

Podemos fugir do caminho. Dominados pelo medo. Cair em desespero. Pensar que não vamos conseguir. Que não somos dignos do perdão. Que somos escravos em cativeiro. E não verdadeiros filhos e irmãos. Assim, como Onésimo. O escravo fugitivo. Onésimo que foi útil ao apóstolo Paulo na prisão. O dono do escravo era Filêmon. O amigo querido de Paulo. Eis, então, que “o apóstolo das gentes”, cheio de amor e de bondade intercede por Onésimo e pede que seu amigo o receba como um filho, um irmão. Que perdoe a sua falta e estabeleça uma vida em fraterna comunhão.

E, ainda, estamos no caminho. Mas não estamos sozinhos. É o que Jesus nos lembrou. Temos uma carta amorosa. Deixada em nossas mãos. Carta de indicação. Promessa de salvação. Ela é farol, é lamparina, é luz que espanta a escuridão. Ilumina os nossos passos. Traz verdadeiros tesouros ao nosso ser. É fonte de vida eterna. É a palavra de Deus. Bíblia, o livro sagrado. Ensinamentos que orientam o nosso bem viver.

Setembro aí está. Na toada da canção: “Jesus Cristo é a palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é vida e verdade. A suprema caridade”. Façamos, então, da sua palavra a morada do nosso coração. Pois o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Que façamos sempre a Sua vontade. Com sua graça, sempre a caminho!!

Um bom domingo a todos!! : )



sábado, 4 de setembro de 2010

Pipoca ou piruá?!...


As idéias estão pipocando na cabeça. Já nem ouço o barulho da chuva que lá fora ainda cai. Um verdadeiro estalo. Pronto a estourar. Será que esse milho é bom ou é um piruá. Piruá, segundo o talentoso escritor e poeta mineiro Rubem Alves, é um milho de pipoca que não se transforma. Fica lá no fundo da panela, submerso no azeite. Não serve para nada. Não estoura. Não fica macio. Não dá para comer. E vai para o lixo.

Assim as idéias. Elas nascem e aparecem. Como um insight. Se vão render bons frutos. Se vão estourar e se transformar em entidades oníricas. Sabe-se lá. Sei que pipocam. Saltam daqui. Vão para ali. Pulam as danadas. Estão na panela. E o fogo está aceso. Bem regulado. Na temperatura indicada.

E estou, aqui, a pensar na pipoca. Metáfora de vida. E para que ela nos possa alimentar. É preciso, antes, pelo fogo passar. Fogo são dores. “Ai, ai”, grita o milho. “Tenho medo”. Tudo está quente. Fogo são dores. De fora e de dentro. Mas logo passam os tormentos. E o momento acontece. O milho enclausurado na sua casca dura, definitivamente, muda. Transforma-se num branquinho macio e cheiroso. Pipocas apetitosas. Saborosas. Eis o seu fim.

Com esta chuva, lá fora, uma pipoca seria tudo de bom. Ela é boa a qualquer hora. Assim como agora. Aqui, pensando na transformação. No fogo que queima o nosso coração. São as nossas provações. Os nossos sofrimentos. Mas, eis, aí, o ensinamento. Seremos milho de pipoca ou piruás?!! Se precisamos passar pelo fogo. Passaremos então. Para que nos tornemos o melhor que possamos ser.

Pipoca, um ser lúdico. Brincamos com as palavras. Brincamos com as coisas sérias. Para que pela metáfora de vida, possamos vivê-la com plenitude. Em alegria, em sintonia. Feito milho de pipoca. De boa qualidade. Da mais tenra maciez. Pipoca que nos faz sonhar. A pipoca nossa de cada dia. Despertando a nossa fantasia. Transformando a nossa dureza em leve beleza. Branquinha, macia. Alimentando-nos com a esperança do amor, no amor e para o amor! Que seja assim onde for. Pipocou. Estourou. Sirvam-se, então.

Um lindo sábado e um grande beijo no coração, com pipoca, filme e tudo de bom! : )









sexta-feira, 3 de setembro de 2010

No galho do amor...


Chove a cântaros. Hoje é sexta-feira. O final de semana chegou. Ponha o melhor sorriso no rosto. Respire fundo. Espreguice-se e abrace o mundo. “É preciso paz pra poder sorrir. É preciso a chuva para florir”. Assim canta o Almir Sater. Chuva. E ela cai. E o meu bonsai de romãzeira ainda não floriu. Mas ainda vai. A natureza é sábia. Eis a sentença bíblica: “Há um tempo pra tudo”. Logo, há um momento certo para florir.

Enquanto isso, a chuva continua. Barulho nos telhados. Umidade no ar. É sexta-feira molhada. Na mesma toada: “Chove chuva, chove sem parar”. Que não nos falte o sonhar. Sonhos com chuva. Ficar na cama seria o céu. E um café da manhã com bolinhos de chuva. Viu, como a chuva, hoje, ronda o nosso pensamento e cai despertando o nosso paladar?! Está no céu da boca. Está nos nossos ouvidos. Desperta os sentidos. O cheiro da flor. O olhar dela que cai.

Tempo chuvoso. Clima gostoso. Tempo de paz. Afinal, é sexta-feira e a vida se faz. Cuidaremos das plantas. Semearemos as sementes. Molharemos o terreno do nosso coração. Para, então, em meados de setembro. Possa, ali, florescer girassóis, roseiras, pitangueiras. Margaridas, camélias. Ninhos de passarinhos. Com seus filhotinhos. No galho do amor.

Chove chuva. Cheiro de terra molhada. Tudo é festa. Tudo é obra do Senhor!

Uma ótima sexta-feira, um ótimo final de semana a todos!! : )



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Deus...



A morte é o termo, mas, também é a partida. Partida, início de nova vida. Fica a despedida. Assim em meio a saudade e a tristeza. Mas tudo isso é momentâneo. Fomos criados para o infinito. Seres espirituais e eternos. Não sei se é assim com nossos amigos cães. A filosofia e a teologia afirmam que a alma dos animais termina quando os mesmos fenecem. Todavia, prefiro acreditar que em algum lugar iremos encontrar também os nossos bichos de estimação que já se foram.

Hoje, defrontamo-nos com a morte. Ontem, fez um mês que nosso amigo Pe. Cláudio partiu. Ontem, também, tomamos conhecimento, aqui, na blogosfera que um poeta talentoso, o Hod, também se foi. Também no mês passado a querida menina Rebeca deixou sua família para ficar junto a Deus Pai. Ontem, também, recebemos a notícia de que o cãozinho “Bisonho” (cão resgatado na rua em Campo Grande no MS por minha irmã) está com leishmaniose e que, também, precisa nos deixar. Pois para aquela doença, cura não há.

Enfim, é o ciclo vital. O movimento da vida. Preferimos ver a morte como entrada para nova vida. É dada a partida. Estamos, aqui, a caminho. No rumo, na luta. Somos passageiros efêmeros do tempo chamado presente. Mas, hoje, por alguns momentos estamos ausentes. Ausentes da rotina do dia-a-dia. Para elevar a Deus Pai uma prece. Uma oração por todos os que já se foram. Em especial, pelos que amamos.

E como Deus Pai é o Senhor da vida, criador de tudo o que existe. Segue, também, uma prece por todos os animais e seres vivos. Como dizia S. Francisco. São, também, nossos irmãos e nos ajudam nesta caminhada terrena. Então, fiquemos com as almas serenas. Pois tudo está nas mãos do Criador.

Fiquemos em paz. Sigam em paz. Já estamos unidos pelos laços do amor fraterno. E, um dia, estaremos todos juntos novamente. Para celebrarmos a amizade. Não partimos sozinhos. Nem ficamos também. Haverá sempre o carinho de quem nos quer bem. Então, vamos em frente, com fé e coragem. Dizendo adeus, a Deus tudo retorna. Despedida abençoada, já dizia D. Helder Câmara.Adeus (a Deus), até breve!!

Um bom dia a todos! : )




 

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Agosto se foi...



A hora é agora

Final de mês chegou

Agosto se foi

Momento de recomeçar

A tristeza e o desânimo

Pela janela jogar

Há muito a sonhar

E por fim realizar

Agosto se foi

A hora é agora

Não deixe para depois

É hora de ser feliz!!


Um bom dia! : )



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Direitos e acessibilidade....


Imagem do blog da Márcia

É com muita alegria e satisfação que tomamos conhecimento de um outro blog da querida Márcia Fernandes Vilarinho Lopes. Advogada, escritora e poetisa que acompanhamos no seu Madrigal de Metamorfose http://marciavilarinho.blogspot.com/ 

Agora, conhecemos o seu Análises de Justiça e Jurídicas http://marciavilarinho2.blogspot.com/ que pretende ser um belo espaço de realização desse valor denominado Justiça. Justiça para todos. Sobretudo, aqueles que por um motivo ou outro tiveram suas vidas transformadas. A acessibilidade à uma vida digna inicia-se com o direito às informações e à real efetivação das leis que as protegem. 

É assim que lemos nesse blog o artigo bem feito do Promotor Luiz Antônio Miguel Ferreira que traz a sua experiência jurídica e também a sua própria experiência de vida ao abordar o assunto sobre a acessibilidade das pessoas portadoras de necessidades especiais.

Descobrimos, ali, também, que a Pinacoteca de São Paulo está cumprindo plenamente os mandamentos constitucionais e legais. Aquela instituição está oportunizando o amplo acesso de tais pessoas à visitação e ao deleite das belas obras de arte, ali, disponíveis.

Só nos resta, então, aplaudir as boas iniciativas do Estado de São Paulo no tocante à Pinacoteca e parabenizar também à Márcia Vilarinho pela sua proposta e divulgação de importante blog.

Fica, aqui, o convite para que visitem tanto um quanto o outro blog da nossa querida poetisa e escritora paulistana. Vale à pena!! Então:



Beijos! : )



domingo, 29 de agosto de 2010

Os últimos serão os primeiros...


“Os últimos serão os primeiros”. Nunca entendi bem a lógica de tal proposição. Não entendia porque pensava com a lógica da razão. Afinal, na regra da lógica formal, o menos nunca pode gerar o mais. Todavia, tratava-se de fomentar a humildade e a gratuidade. Assim é que o Nazareno, nesta bela manhã de domingo, vem nos recordar dos seus ensinamentos. Ensinamentos que nunca passam. Que sempre permanecem atuais.

Conta-se que Jesus fora convidado para um grande banquete na casa de um fariseu. Estando, ali, ele percebeu que os convidados disputavam os primeiros e melhores lugares. A mesa era farta. Havia pessoas ilustres, homens de posses e de alto cacife. Amigos, irmãos, parentes do dono da casa. Tudo na mais perfeita ordem. Na ordem da lógica do ter e do aparecer. Um jogo dos interesses e dos favores recíprocos.

Então, no meio de todos os convivas, o Nazareno passou a contar as suas parábolas e a ensinar. Mostrou que a humildade significa conhecer o seu lugar no mundo sem em ninguém pisar ou maltratar. Indicou que a busca irrefletida pelos melhores salários, patentes ou condecorações atrapalha a vida e fomenta a odiosa disputa pelo mais ter.

Depois, questionou acerca das pessoas que foram convidadas. Parentes, amigos, homens importantes. Pessoas que poderiam, um dia, retribuir o banquete com outro ainda maior. Afirmou que melhor seria convidar os cegos, os coxos, os doentes, enfim, aqueles que nada poderiam pagar em troca. Os que simplesmente somente exclamariam: “Deus lhe pague”. Pois esta seria uma prova de amor desinteressada. A que verdadeiramente contribuiria para a felicidade de todos.

Mas para que tudo isso se faça realidade é preciso coragem e decisão. O Cristo causou a desordem naquela ordem do ter. Instaurou a nova humanidade, na desafiante ordem do ser. A nossa vida vale se aos outros tornar-se serviço, doação. Não a busca dos melhores lugares. Mas a entrega e exercício dos nossos dons em favor da vida. Os nossos convivas serão aqueles que nada podem dar em troca. Apenas a bondade de seus corações e o agradecimento sincero.

Olhando a campanha política, ficamos a imaginar. Quanta disputa pelos melhores lugares, pelos mais altos salários, pelos maiores cachês. Alianças, conchavos, acordos espúrios. Entre partidos afins. Candidatos parentes, amigos. E ninguém preocupado com o servir bem. Bem Comum, o que é isso?! Uma nova sigla partidária?! Algo que nos trará algum benefício na hipótese de um compromisso?!! É assim a ordem do ter. Na política, na vida moderna.

Mas, optamos pela lição da humildade e da gratuidade. Esta é ordem gravada em nossos corações. Os últimos serão os primeiros...

Um bom domingo a todos! : )
 
 

Selinho da Emília...


Recebi o selinho acima da queridíssima Emília http://emily1947.blogspot.com/ com o convite para responder "O que nos fascina nas pessoas". E antes de mais nada quero, aqui, Emilinha lhe agradecer. Pois, visitá-la no seu tão belo blog é para mim sempre uma alegria, um prazer. Afinal, ali, naquele seu espaço, realmente, sentimo-nos em casa. Além do que, você transmite com muita intensidade o seu sentimento. São tantas emoções como falou Roberto Carlos. Emoção e razão entreleçados. E você é assim: amiga, mãe, avó, guerreira, educadora, mineira, faceira, uma fiel brasileira. Com alma e coração. Uma filha muito amada de nosso Pai Eterno. É assim que eu a sinto.

Por isso, Emilia, falar sobre o que mais me fascina nas pessoas é bastante simples. A imagem que me surge na mente é uma sala aconchegante e acolhedora. Um lugar que receba bem as pessoas amigas. É sentar no sofá ou no chão em almofadas. É dar boas gargalhadas. É chorar de alegria e por que não também de tristeza. É pisar o chão com firmeza ou necessitar de colo nas fragilidades da vida. É carregar a esperança dentro do peito. É fazer da luta por um ideal o seu jeito de ser e de existir. De dizer: ei, estou aqui! Aqui, neste mundo, que vim não a passeio. Mas vim pois preciso muitas coisas aprender. Outras, ensinar. Todas, partilhar.

Enfim, essa sala, nessa casa, pode ser os nossos lares, os nossos blogs, as nossas vidas ou o que você quiser que seja. No seu blog, na sua sala, na sua casa virtual, encontro mensagens de vida, troca de idéias, partilha de sentimentos. Registros compartilhados de vários momentos. E tudo fica assim, mais suave, mais ameno. Aliás, as emoções, as dores, as alegrias divididas são melhores aproveitadas. Melhores vivenciadas e aprendidas. Mas, estou, aqui, a divagar, a falar sem ainda dizer o que nas pessoas mais me fascina...

Vou lhe confessar, Emilia, que sou encantada pelos escritos de Rubem Alves e pelas poesias de Manoel de Barros. Não por que são escritores de renome, de conhecimento. Mas, sim, porque encontro nos seus textos uma fonte permanente de inspiração. Como a plantinha que se alimenta da seiva para viçosa ficar. Corre nas suas veias o sangue precioso da vida que não pode parar. Assim, são aqueles que escrevem com a força da sua sensibilidade de ser. Assim é Rubem, é Manoel, é também você. E tantos outros mais.

O que me encanta e me fascina, então, são pessoas que transformam a matéria bruta da nossa fria realidade em pedaços saborosos de pão. Maná que degustamos com o vinho do coração. Pois, aí, está. Eu gosto de quem tem coração e com ele escreve a própria vida e faz das suas cruzes a sua própria seiva para sempre florescer e espalhar pétalas de rosas por onde quer que vá. Aí, então, vem à memória a Madre Teresa de Calcutá e tantas outras mais. Pessoas que viveram com o coração e do coração. É isso, Emilinha, o que me encanta, o que me fascina numa pessoa. A grandeza do seu coração.

E assim eu também ofereço a todos os que quiserem levar o selinho. Fiquem à vontade. Obrigada mais uma vez Emília! Uma boa noite a todos!! : )







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