segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sinfonia inacabada....


Imagem da Internet Crédito Artista Douglas Okada
 
 
Não tenho escrito muito. Aliás, quase nada. Pois, nos dois últimos anos, senti a necessidade maior de ouvir do que escrever ou do que falar. A cabeça e o coração estão processando as ideias, as palavras, os sentimentos. É o próprio “deserto”. Todavia, mesmo sendo um “deserto”, onde reina a voz do silêncio, eles (a cabeça e o coração) encontram-se plenos de manifestações. Hoje, ao sair para dar a caminhada da tarde com os cachorros, fui ao Parque da Marinha. Levei não somente a Lady e o Cigano, mas, também, e, principalmente, os meus ouvidos, os meus olhos, para fazer um giro. E neste giro vespertino meus olhos ouviram e meus ouvidos enxergaram. Uma sinfonia de cigarras. Que encheu a nossa tarde, o nosso passeio. Ali, numa parada estratégica, sentimos não somente o calor do sol, mas, também, a “alegria de estarmos conectados com a natureza. Surge, nesses momentos, uma saudade dum certo “paraíso perdido”. Um tempo, um lugar, um momento, onde tudo fazia sentido. Vivíamos em harmonia com os seres. Entre nós. Como numa bela sinfonia da criação. As cigarras, certamente, seriam os violinos da orquestra. Os quero-quero, regentes. Sabiás, e tantos mais, emitem a melodia harmoniosa. Estamos, ali. Em meio a natureza. Cheia de claves, tons, ritmos, notas musicais. Os ouvidos enxergando cada detalhe, cada arranjo. E o solo quem seria, ali?! Com os olhos em escuta, logo, logo, o “paraíso” foi invadido pelos fortes latidos da Lady que avistou uma garça. Ribombos de euforia. Valentia canina. Tá legal. Vamos em frente. Aí, nesta distração passageira, a cabeça já pensou, por que será o nome de cigarra a tal ser. E o que teria a ver com a outra palavra cigarro?! Divagações, “dor-de-ideia”, como bem escreveu Rubem Alves. Mas, voltando para casa, a sinfonia cada vez mais se desvanecia. O som, agora, era dos carros. Da correria. E, mais tarde, será dos fogos de artifício. E a vida segue o seu próprio ritmo. A vida está dentro de cada um de nós. Somos parte dessa harmonia que o Criador realizou. O solo é o Menino Jesus que nasceu e um de nós se tornou. Afinar os nossos instrumentos internos, é lei necessária e vital. Regular as cordas do nosso coração. Uma pausa. Um aquecimento. Deslumbrarmos com os bons sons que podemos emitir. Sons de boa saúde, de alegria, de bondade, de amizade, de paciência, de tolerância, de sapiência, de justiça, de caridade. Daqui a pouco será noite na grande “cidade dos homens”. A sinfonia  está inacabada. Cada um é parte, é instrumento, é voz. Há diversidade de dons. Então, que cada um vista a sua roupa da paz, afine os instrumentos da esperança e difunda a música do amor. Paz e bem a todos nós!!

Os agradecimentos a todos que de alguma forma estão trilhando juntos conosco a nossa estrada. Pais queridos, irmã, irmãs e irmãos de coração, de fé, querido esposo e companheiro, estimados “filhos”, tios, tias, primos, primas, parentes, amigos e amigas de infância, de adolescência, de juventude, amigos de faculdade, amigos, de ontem, de hoje e os que virão, colegas de trabalho, pessoas que passaram por nós, entraram em nossas vidas, que estão em todos os recantos do universo. Pessoas que não conhecemos muito, amigos virtuais. Reais. Amigos das letras, dos textos, das crônicas, das poesias, das artes. Enfim, amigos, sempre amigos. Um agradecimento pela partilha, pela riqueza humana que cada um nos trouxe, e que nos traz. Já andamos um pouquinho. Estamos, aqui, em Porto Alegre, pois é aqui que precisamos estar nesse momento. Momento que enfrentamos a doença dos nossos queridos. E o fazemos com alegria, com fé, com coragem, com paz em nossos corações. Em nossos rostos, a alegria e a esperança, sempre. Cumprimos o mandamento do amor. Para todos vocês e para toda a humanidade, saúde, paz, amor, fé, esperança, o pão material (o dinheiro), o trabalho digno, o respeito, a liberdade de se autoconstruir!! Com o coração exultante, os votos de um abençoado e feliz Ano Novo, 2013 a todos!! : )

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Guri de Belém...


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No silêncio do coração humano, ressoam cânticos de júbilo, proferidos pelos mensageiros celestiais. “Glória a Deus no mais alto céu e paz na terra aos homens por Ele amados”! Hoje, o Verdadeiro Amor nos foi dado. Seu nome é Emanuel, Deus conosco, Príncipe da paz será chamado. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”! A Palavra do Pai abreviou-se e se fez pequena. Numa manjedoura. O Eterno tornou-se sensível, compreensível, palpável, audível aos nossos sentidos, à nossa inteligência e ao nosso coração. Deus se fez um de nós, para nos tornarmos na Sua humanidade redentora, homens divinos. Anunciado pelos profetas, buscado pelos sábios de outrora, a Palavra divina se manifestou. Inseriu-se na história. Fez-se Menino. Revelou-se, por primeiro, aos pobres pastores de sua época. Pobres e marginalizados. Os excluídos do seu tempo. Foi a eles que, primeiramente,  o pequenino se mostrou. Na simplicidade, vamos com eles, novamente, hoje, retornar a também pequenina Belém da Judéia.

Ali, onde a vinte séculos atrás, sob o jugo do Império de César Otávio Augusto, Deus armou a Sua tenda no chão da nossa humanidade desvalida. Uniu em Si o Céu e a Terra. Nova aliança. Esperança profetizada. Promessa realizada. Nasceu pequenino e frágil. Menino Luz que dissipa as trevas da nossa noite e anuncia a chegada de uma nova aurora. Sol radiante que nos renova a cada instante. Deus Menino. Não estamos mais sozinhos. Somos convidados a participar de Sua bondade, de Sua alegria, de Sua realeza. Estrela que nos guia. Que nos leva, de novo, a Belém. Epifania da fé. É assim que a presença luminosa desta criança revela-nos os traços de Deus Pai.  Deus que deseja estar junto a cada um de nós. O Amor que anseia por amar-nos.

O Seu rosto pueril nos interpela a aceitá-lo, a cuidá-lo, a protegê-lo e a amá-lo. O Menino Deus bate a nossa porta. Precisa de cada um de nós. E isso nos desconcerta. Mexe com as estruturas da nossa pseudo autossuficiência. Abala os alicerces dos nossos sofisticados, e muitas vezes, falaciosos silogismos. Questiona a nossa prepotência racional. Desnuda as nossas velhas vestes do individualismo. Desmascara o nosso egoísmo na desenfreada busca somente da satisfação material. Desmistifica o nosso crescente relativismo ético que nada define e tudo aceita. O Seu modo surpreendente de Se revelar na pobreza e na fragilidade da pessoa e da vida, e mais tarde, na Sua paixão e morte redentora, interpela a nossa humana razão. O Seu modo de ser e de se fazer Deus coloca em crise o nosso modo de ser homens.

O Menino Deus de Belém não se apresenta como um Deus com poderes temporais, com exércitos, com reinos. Ele não se impõe à nossa liberdade. Antes pelo contrário. Ele aparece como o verdadeiro homem, imagem e semelhança de Deus, e revela o que é, de fato, ser humano. Supera de muito os nossos modelos sociológicos, psicológicos, antropológicos, históricos, filosóficos de homem. Ele é o Filho de Deus feito homem. É o homem perfeito, o homem como Deus sonhou! Real e transcendente. Quem Dele se aproxima e assimila os seus ensinamentos, os seus sentimentos, o seu modo de ser, encontra a verdadeira paz. Já não existem as trevas, as angústias, os medos, as tristezas, as desolações nos nossos corações. Já não estamos sós. Mas na luz daquele Guri de Belém.

Pequenino e frágil, tão humano, tão divino, Homem-Deus. Com Santo Agostinho, dizemos para nós mesmos: “Desperta, ó homem! Por ti, Deus se fez homem!” (Sermões, 185). E a mensagem de esperança repete-se, também, incansavelmente para todos nós: “Ó homem moderno, adulto e todavia, às vezes débil de pensamento e de vontade, deixa o Menino de Belém conduzir-te pela mão; não temas, confia n’Ele! A força vivificante da sua luz dá-te coragem para te empenhares na edificação duma nova ordem mundial, fundada sobre relações éticas e econômicas justas. O Seu amor guie os povos e ilumine a sua consciência comum de que são uma ‘família’ chamada a construir relações de confiança e de mútuo apoio. Unida, a humanidade poderá enfrentar os numerosos e preocupantes problemas da atualidade: desde a ameaça terrorista às condições de humilhante pobreza em que vivem milhões de seres humanos, desde a proliferação das armas às pandemias e à degradação ambiental que ameaça o futuro do planeta” (Concílio Vaticano II – 1962 a 1965).

E assim, de joelhos, em adoração ao Menino Jesus, diante do mistério da encarnação do Amor que se doa, recordamos de Santo Ambrósio que dizia que “cada cristão que crê, em certo sentido, concebe e gera em si mesmo o Verbo de Deus: se há uma só Mãe de Cristo segundo a carne, segundo a fé, porém, Cristo é o fruto de todos”. Por isso, dizemos: desperta, homem do terceiro milênio! Abre a porta do seu coração. Deixe o Menino nele entrar. Nele ficar. Somente Ele é a razão, o sentido de tudo o que existe. É o próprio “pão descido do céu” para saciar a nossa fome de paz. A paz de que tanto necessitamos. Deixe que se opere em ti a verdadeira transformação. O amor, o perdão. Um mundo mais justo, mais humano, mais irmão!

Glória e louvor a Ti pequenino Deus Menino! Amém! : )

 

 

domingo, 25 de novembro de 2012

Cristo Rei....


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No silêncio desta manhã meditamos sobre a mensagem da celebração de Cristo Rei. Que Rei és, Tu, Senhor?! Onde estão os teus domínios temporais? A tua coroa, o teu trono? Os teus exércitos? As tuas riquezas no mundo? Teu cetro e tua realeza? Perguntas proferidas por seus algozes. Pilatos somente o questionou e lavou as mãos. O teu próprio povo o condenou. Os soldados romanos zombaram e debocharam da tua missão. Não o compreenderam nem o aceitaram. Em resposta ofereceste o teu perdão. E revelaste: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Mesmo assim colocaram, lá, a tua inscrição: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus!

É assim que, hoje, neste domingo, o Senhor te apresenta. O Rei que foi crucificado. Humilhado, despojado, maltratado, rejeitado. Que Rei é esse? É o que na obediência à vontade do Pai, até mesmo na morte de cruz, manifestou fortaleza e poder. Pois teu Reino, de fato, não é deste mundo. “Venha a nós, ó Pai, o vosso Reino”. Pois a tua lógica não é a dos homens. O teu trono foi a tua própria cruz. Tua coroa, os espinhos. E tudo, então, foi renovado. Venceste a morte. Derrotaste o mal. De tuas chagas não saíram dor nem sofrimento. Somente o amor do teu sangue redentor. O Amor que vive e reina para todo sempre.

Amor por todos nós. Por cada um, por cada ser. Entretanto, mais de dois mil anos já passados. E ainda de Ti nos esquecemos e O abandonamos. O mundo ainda não O compreendeu. Ainda somos aquele ladrão que junto de Ti foi crucificado e O tentava dizendo: “Se és mesmo o Rei, salva-Te a Ti próprio e também a nós”! Muitos ainda O desconhecem e não aceitam a Tua  Verdade. O teu Reino é mesmo invisível aos olhos e aos corações de muitos.

Mesmo assim ele acontece e se faz redenção. Reino que nasce no serviço ao irmão. Sorriso na face. Lágrimas nos olhos. O caminho muitas vezes é tortuoso. Não importa. O amanhã se faz agora. E, agora, é preciso teus ensinamentos viver. Pois se o Cristo é o centro de nossas vidas, qual perigo temer?! Só em Ti encontramos a salvação. Queremos ser como aquele outro ladrão. Que mesmo crucificado reconheceu em Jesus o Rei do seu coração. E arrependido suplicou o teu perdão. Enxergou o Reino do Amor em pessoa. O Amor que foi crucificado. Mas não morto nem apagado. Pois Ele vive e reina entre nós. No sacrário de cada coração que perpetua a tua missão. Viver num mundo cada vez menos cristão. E mesmo assim, de cada dor, oferecer somente amor. O amor que é salvação na vida de cada irmão.

Cristo é o novo Adão. De condição divina assumiu a nossa humanidade. E por nós se ofereceu. Nele o Pai tudo realizou. Cheio do Espírito Santo junto ao seu povo viveu. Santificou nossas vidas. Cansadas. Sofridas de tantas ilusões. Fez-se Servo e pequeno. Luz reluzente na escuridão. E com um coração misericordioso respondeu ao Dimas (o bom ladrão): “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.

É assim Jesus. Senhor dos nossos corações. O Universo está em festa. És para sempre o nosso Rei. Senhor do Tempo e da História. Começo e fim. O Alfa e o Ômega. Por isso, somos a tua igreja a caminho. Seguimos os teus passos. Os passos do teu Amor. Que a Paz esteja com todos os homens de boa vontade!! Salve Cristo Redentor, nosso Rei! Amém!
Um bom e abençoado domingo a todos!! : )
 
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domingo, 2 de setembro de 2012

O rádio quebrou....


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Cuidado com as irregularidades das calçadas, pois o meu rádio quebrou...hehe... Explico: na sexta-feira passada, como de costume, sai para caminhar e passear com nossos cachorros (de manhã cedo antes de partir para o trabalho). Já, no final do passeio, entrei pela Ganzo (avenida próxima de casa), depois da Múcio (na Ganzo no sentido Praia de Belas), tropeçei numa irregularidade da calçada do lado esquerdo. Foi um baita tombo. Cai com o cotovelo direito no chão. Felizmente, só o rádio quebrou. Aliás, a cabeça do rádio (o osso). E o Cigano e a Lady (os cachorros) ficaram pertinho e juntinho de mim. Todavia, terei que ficar 10 dias com o braço direito imobilizado (agora, estou exercitando bastante o braço e a mão esquerdos). O rádio está enfaixado, engessado. A antena fissurou...hehehehe!! Por isso, caros amigos, ausento-me. Estou, obrigatoriamente, por determinação médica, em casa, “de molho”, até o dia 10 próximo. Espero que imobilizado assim (o braço, o rádio) se regenere e a “antena” volte a transmitir vida por meio da velocidade e da agilidade que tanto gosto no escrever, no digitar, no atendimento ao eleitor. Aliás, só assim percebemos o quanto é importante todo o nosso corpo estar são e saudável. São os “revezes” da vida. Vamos lá. Aproveitar o lado bom disso tudo. Tempo para recuperar. Tempo para descansar.
Um ótimo domingo, uma ótima semana a todos! : )
 

domingo, 26 de agosto de 2012

A escolha, a fé vem do ouvir...


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Manhã chuvosa de domingo. Celebramos a vocação do leigo. Para onde iremos? A vida está difícil. O ser humano está cada vez mais egoísta. A natureza depredada, aviltada. A arrogância, a soberba, a tirania cada vez mais vilipendiam as vidas dos mais fracos. O povo continua ainda sem entender. Mas na realidade, basta apenas crer.  Pois a fé vem do ouvir. E Jesus quando, aqui, passou, a sua mensagem deixou. Palavras duras, sim. Palavras exigentes. Todavia, onde encontraríamos, no caos da humanidade sem rumo, sem fé, palavras de vida eterna? Bendito seja o credo petrino: “Senhor, a quem iremos? Só Tu tens palavras de vida eterna”! E a fé deve ser vivenciada. Com palavras e com obras. Ser sinais. Marcas do infinito amor de Deus Pai. Assim como Josué, que sua fé não abandonou. No casamento também, a união do homem e da mulher, seja sempre o sinal, a manifestação do amor de Cristo por sua Igreja. É o que significa. A realidade laical a serviço da Eucaristia: “Isto é o meu corpo, é meu sangue que vos dou, vivei no amor, Eu vou preparar um banquete na casa do Pai”. Estamos a caminho. Somos povo confuso, por vezes, com medo, obtuso. Escolher. Assim diz a bela canção: “... eu só preciso te ouvir!”. Fala, então, Senhor. Enche o nosso coração com sua graça. Faça-nos luz. Arautos do seu Amor. Que seja assim por onde for. Passados mais de dois mil anos, Jesus continua a vir. Que venha, Senhor. É teu o nosso viver. Dê-nos o discernimento no ouvir, a sabedoria no agir e a coragem de santificar nossas vidas, já cansadas, sofridas, de tantas ilusões. Somente, Tu, possui palavras de vida eterna. Que sua vontade sempre prevaleça. Transforma, muda o rumo da nossa história, para que ela seja sempre um hino de louvor e uma lição de amor à vida e aos homens, nossos irmãos. Eis, então, em forma de canção, a nossa oração, lindo grupo Anjos de Resgate, bela vocação, preciosa missão, toque os nossos corações, amém!! : )
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

No reino das crianças...

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Gerenciar pessoas. Administrar conflitos. Realmente, não é uma tarefa fácil. Nem simples. Afinal, se trata de pessoas diversas, universos distintos. Foi assim que me senti nos dez dias de férias do nosso chefe, no serviço, em que me coube a sua substituição. O trabalho mais complicado não é lidar com o nosso público externo (os eleitores) mas, sim, com público interno, os próprios servidores. Satisfazer gregos e troianos é impossível. Muitas vezes, parecia transitar no campo do jardim de infância. Mas sem as crianças propriamente ditas. O que é pior. Pois na educação dos pequenos contamos com uma vontade receptiva aos valores propostos. Adultos, pelo menos na idade cronológica e no tamanho físico, é outra conversa. Como diria, na linguagem da minha época, já "são outros quinhentos". Campo minado. Prestes a explodir. Passadas ponderadas. Somos mesmo frutos da nossa herança genética, da educação recebida, do meio vivenciado. Condicionados aos hábitos implantados, cultivados na nossa tenra idade infantil. Reproduzimos os modelos apreendidos. Os erros cometidos por outros. Mas, os acertos também. Sim, pois muitos evoluem. Afinal, não estamos condenados ao determinismo sem fim. "Eu nasci assim, aprendi assim e assim ficarei". Pelo contrário. Somos seres abertos ao infinito. Sujeitos atuantes. Ainda que muitos não tenham percebido tal riqueza existencial. Ao observar o comportamento dos colegas e o meu próprio não deixei de pensar tudo isso. Refletir. Como desempenhar uma liderança com a colaboração de todos. Afinal, estamos todos, de certa forma, no mesmo barco. Somos um grupo. Bastante heterogêneo. Todavia, somos seres em contínuo movimento. Queiramos ou não. Mergulhada no humanismo cristão que vê no outro um semelhante com igual dignidade acreditamos que dias melhores virão. Pois, não se trata apenas de uma questão de trabalho. Transcende o aspecto funcional. Vai muito além. Além da nossa míope visão. O que somos dentro do nosso próprio universo interior se manifesta no dia a dia do nosso existir. Na família, na sociedade, no trabalho, nas ruas, no palco da nossa própria consciência. Lidar com pessoas é extremamente desafiante. Assim como o é a nossa própria educação. Seres inacabados. Ainda muito por fazer. Resta sempre a esperança. Mas não espera descomprometida. Esperança que caminha. Certa e altiva. No reino das crianças que a maturidade sadia prevaleça!! Uma boa noite a todos : )

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Diário, assim...

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Pensamentos. Palavras. Silêncio pensante. Deveras falante. Dizer e não dizer. Eis, aí, o dilema. Ausente do escrever. Envolvida com o fazer, com o agir. Fiquei assim. Meio sem mim. No mundo sem fim. Tarefas, obrigações, aprendizagens, lições. O dever ser. Eterno porvir. Movimento constante. Quiçá, extenuante. Maçante. Enfim. Vida que vai. Vida que vem. Novelo de linha. Estações do ano. Inverno do sul. Pensamentos congelam. Ideias não nascem. Sentir é o tom. Que frio!! Urge um recanto de sol e de cor. Onde impere o silêncio da humanidade, das máquinas, das cidades. Sons apenas das árvores, dos bichos, da natureza que pulsa sem alaridos nem pruridos de falsa sapiência. Vida simplesmente. Sem maiores porquês. O mundo do ser. Bem, amigos, estou aqui, para fazer do meu tão esquecido blog, de fato, um diário. Registro do tempo vivido. Caderno eletrônico, sem folhas de papel. Onde as teclas são os pincéis que pintam e desenham as letras da vida. Em preto e branco, mas, também, coloridas. Achegue-se mais. Traga sua paz, sua calma, sua alma, sua alegria. Partilhe o seu coração. Combinado, então. Que seja assim!! : )


domingo, 20 de maio de 2012

Procuro...

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Canção que me inspira...procuro na pele em braille, nos ouvidos em libras, nos traços da matéria, com os olhos da ciência, dezenas de músculos, Deus que deseja nascer, no meu coração e no seu...alma, viver!! : )

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe: a imagem de Deus....

Mãe Maura



Mistério divino encarnado no coração de uma mãe
Tu és o sinal visível do Amor Infinito
Manifestação Daquele que por primeiro nos amou
Não fomos nós que O escolhemos
E sim os escolhidos
Em teu ventre de amor
Unidos ao teu corpo e a teu sangue
Carne de tua carne
E o espírito do Senhor
Mãe, presença constante
Traduzida em atos e gestos
Daquele dito sagrado de que ninguém tem maior amor
do que aquele que dá a vida pelo irmão
Tu és capaz de doar a tua vida quantas vezes precisar
Sem em nenhum momento duvidar
Mãe, escola de fé, lição de amor
Inunda, hoje e sempre, o nosso ser
Faz-nos contigo parecer
Semelhantes ao Amor de Deus
Sinais de comunhão
Aqui, na “grande cidade humana”
Obedientes ao novo e único mandamento
O mandamento do Amor
“Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei”!
Mãe, amiga, irmã, companheira, colaboradora de Deus
A tua alegria que nos contagia só nos faz compreender
e sempre mais conhecer a bondade de nosso Deus
Que a graça divina esteja sempre em nossos corações
Que sejamos sempre mais parecidos com teu ser
O amor que somente ama
Sem nada em troca receber
Mãe, mães presentes ou não, de todas as raças, de todos os credos, até sem os ter. Mães heroínas ou não. Mães ricas ou pobres. Mães conscientes ou não. Mães jovens ou velhas. Mães sãs ou doentes. Mães sábias ou ignorantes. Mães, sempre mães. Que Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa também, pela intercessão de Jesus Cristo, seu filho muito amado, infunda em vós a graça da paz. Que Deus Pai em seu Amor infinito as proteja e nas adversidades as sustente e as console. Amém!

Um grande beijo mãe, estou, aqui, rezando por você!! : )

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A chalana da saudade...

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A chalana da saudade

Bate dentro do peito

no remanso das águas que vão

Jeito brejeiro de mato

Corumbá, Pantanal do meu coração!! : )


 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Se a dor vier me visitar...

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Hoje, por motivo de conserto de algum poste de luz, aqui, pelo bairro, ficamos sem energia elétrica por mais de seis horas. Ficamos desconectados  do mundo e das coisas. Melhor, então, para refletir sobre a mensagem da eucaristia deste domingo. O tema abordado foi sobre o sofrimento, sobre a dor. Tema este tão familiar à condição humana. Ninguém gosta de sofrer e muito menos de sentir dor. Nascemos para ser felizes. Não obstante, a dor bate a nossa porta. E o sofrimento adentra em nossas vidas. Quem não sofreu pela morte de uma pessoa querida? Quem não teve seus projetos alterados? Seus sonhos transformados? Quem nunca ficou doente? Quem não teve/tem alguém da família doente? Quem não sofreu a dor por algum acidente? Por alguma perda, por algum fracasso? Alguma desilusão, uma tristeza? Quem não carrega suas dores, suas angústias? Quem não vivencia a sua cruz?

Olhando para o mundo, encontramos tantas destruições, mortes, injustiças, fome, tragédias, guerras, frutos do egoísmo humano, do mal presente na vida de todos os seres e indagamos também feito  Jó se a vida do homem sobre a terra não é acaso uma luta contínua?! Vivemos num vale de lágrimas, trabalhando de sol a sol, sob o peso das adversidades que nos oprimem. Das contingências que nos fragilizam. Das fatalidades que nos enfraquecem. É uma visão que nos assusta, que nos desconcerta. As enfermidades, os sofrimentos que acompanham a nossa vida geram, sem dúvida, um estado de temerosa insegurança.

Um dia um colega me disse que admirava a forma como encarava a realidade da doença de meus familiares. Estar sempre sorrindo, de bem com a vida, apesar dos pesares. Enfrentar o sofrimento não é nada fácil, pois sofremos, sentimos dor. Mas, por outro lado, recordamos de Nosso Senhor. Sua paixão e morte. Seu sofrimento redentor. Que nos remiu. Se carregamos a nossa cruz, participamos um pouquinho que seja, da sua redenção, da sua vitória sobre a morte, sobre o mal. Eis, aí, de onde vem a nossa esperança, a nossa força. Da certeza, da nossa ressurreição. Da fé em nosso Salvador. Daquele que nos cura, que nos liberta de todos os males, de todos os medos, de todas as angústias, de todos os porquês. Basta somente acreditar.

Quem tem alguém doente em casa ou em hospitais sabe que a luta, a batalha não é fácil. Muitas vezes nos sentimos impotentes, fracos, frágeis. Choramos. Não dormimos direito. Preocupamo-nos com o amanhã. Não sabemos, não temos todas as respostas dos porquês. Mas mesmo assim, vamos em frente. Pois, se a cruz é pesada, não estamos sozinhos. O Cristo nos sustenta também. Entre nós carregamos uns a cruzes dos outros. Partilhamos a dor. E isso nos faz mais irmãos, mais próximos, mais unidos. Sorrimos e choramos juntos. Juntos, sempre. Eis, aí, o grande sinal do amor de Deus para nós:  estar juntos, unidos em Cristo, no bom combate até o fim.  Até enquanto Ele permitir pelo bem daqueles que cuidamos e de todos nós, pela nossa salvação.  E assim somos felizes.

As dificuldades, as adversidades já não nos afligem. A dor e o sofrimento existem. Mas, fazemos de tais realidades momentos de superação, de comunhão, de oração, de partilha de vidas, de crescimento interior. Afinal, ninguém quer sofrer, ninguém quer a dor, mas ele (o sofrimento), ela (a dor) nos fazem crescer. Que saibamos tirar de todo mal, um bem para nós e para os outros também!!

Que neste dia, em que falamos de sofrimento, de dor, de cura, de libertação, de cruz, que façamos uma oração em especial por todos os doentes do mundo inteiro. Doenças físicas, psíquicas. Doenças do corpo, da alma. Pessoas que estão em casa, nos hospitais, nas casas de saúde, nos asilos, nas ruas. Pessoas doentes que estão abandonadas à própria sorte. Pessoas que sofrem na carne as suas enfermidades. Que Nosso Senhor Jesus Cristo, filho perfeito do Pai Eterno, que durante a sua caminhada terrena enfrentou a fome, a injustiça, as adversidades, o sofrimento da paixão e morte de cruz, que carregou em seu corpo toda a culpa da humanidade pecadora, e, ao final, venceu a morte e todo o mal, que Ele em seu amor misericordioso, abençõe e proteja cada irmão que sofre. Pois onde há um doente, como disse o querido Pe. Pio, aí, está presente o Cristo. E onde houver um doente pobre, aí, o Cristo estará em dobro. Que Ele dê a cada um o conforto e a salvação eterna!! Amém!!

Um bom final de domingo a todos, uma boa noite!! : )



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Navegantes: um mar de gente...

Festa de Navegantes Porto Alegre/RS Mãe e filha



Hoje, acordei cedo. A mãe precisava realizar a coleta de sangue para os exames de praxe.  Havia me esquecido de programar tal coleta para ontem. Afinal, hoje, 02 de fevereiro, festa de Nossa Senhora dos Navegantes, participaria, assim como no ano passado, da caminhada/procissão em homenagem à Mãe Celeste.

Atrapalhada, um tanto quanto apreensiva, pois, às vezes, a coleta da mãe não é tão simples assim (às vezes não se consegue “acertar” a veia de primeira), acabei me esquecendo de verificar a bateria da máquina fotográfica, a carga do celular, enfim, nada programado, mas tudo desejado e querido, de forma espontânea e intensa, como costuma acontecer.

Também pensava, assim, com meus botões. Hoje, faz muito calor, aqui, em Porto Alegre. Serão 5 km. Seria bom que a mãe fosse?!! Amanhã, ela faz a quimioterapia. E não teve jeito. Ela decididamente quis participar. E não adianta falar-lhe não. Enfim, fomos os primeiros, lá, no laboratório que abria às 8h. E para nossa felicidade saiu tudo a contento. Encontraram a sua veia, de entrada, de primeira. Que alívio!!

Um mocaccino da máquina, ali, no bar do laboratório. E seguimos, então, para alcançar a procissão que já havia começado. Meu marido nos deu uma carona. E a caminhada ia já saindo da avenida Mauá. Então, entramos naquele rio caudaloso de gente que navegava no asfalto tórrido. Muito calor. Mas muita alegria também. Balões em azul como o manto de Maria. Crianças anjinhos com o brilho cativante no olhar. Homens, mulheres, jovens, crianças, idosos, todos, ali, rezando, agradecendo, pedindo a benção à Mãe dos Navegantes.

E eu pulando de um lado para o outro, feito milho de pipoca, pois com a máquina na mão, não queria perder um só lance que valesse à pena.  Ah, mas minha façanha durou até o momento em que a bateria acabou. Finita. Assim como é tudo na vida material...hehe!! A mãe caminhava. E eu estava satisfeita pois tinha que me conformar. Havia conseguido pelo menos algumas fotos. E estava, ali, onde gostaria muito de estar.

E nós navegamos naquele mar de gente. Nas ondas de calor deste belo dia de sol. No meio do povo. Maria conosco também caminhou. Aliás, ela nunca nos deixou, em nenhum momento sequer. Cantamos com o coração. Rezamos com nossa alma. Caminhamos os passos do amor de filhos por sua Santa Mãe!

São tantos momentos das nossas vidas já navegados. São tantos acontecimentos. Tantos fatos. Alegrias, vitórias. Mas há os sofrimentos também. Doenças, tristezas, agonias. Mas nada arrefece a nossa alegria, a nossa fé, o nosso amor. Afinal, se Aquela que foi e que é a Mãe de Nosso Senhor, que sofreu tamanha dor em ver o seu próprio filho crucificado,  também no silêncio nos ensinou. Por que, então, haveremos de sucumbir, de desistir?!!

Somos assim como aquele povo simples, sem medo de ser feliz. Feitos de carne e de ossos. De lutas e labutas. De sofrimentos. Mas, sobretudo, somos feitos de esperança. Somos Marias, somos Josés, somos Jesus. Somos famílias. Somos pessoas que crêem. Matéria prima: nossa fé! Assim como foi Maria, mulher em pé!!

Toma, Senhora Nossa, é teu o nosso coração. A Ti a nossa eterna gratidão. Mãe que sempre esteve, que está ao nosso lado. Que caminha conosco. Navega também nas ondas da nossa oração!!

Salve, Maria de tantos nomes, de tantas raças, de tantas origens, de tantas graças, de tantos atributos. Maria de Nazaré, mulher em pé, mulher de fé!!

Amém!!

Família Festa Navegantes


Pai e filha Festa Navegantes


Dom Dadeus Festa Navegantes


Dizeres camiseta do devoto


Criança anjinho


Fé devota


Azul devota









Ave, ó Maria...


a Ti consagro a minha família, os meus amigos,

meus parentes...

Consagro a Vós, os meus olhos, a minha língua, os meus ouvidos,

enfim, todo o meu ser...

Consagro a vida e saúde de nosso

querido amigo, Pe. Luiz Feracine...

A vida de minha querida mãe terrena, Maura.

Protege-nos, Mãe Santíssima, com teu manto sagrado

Concede-nos a graça de estar sempre

perto do seu filho muito amado Jesus!!

"Ave Maria, Mãe das estrelas, Mãe do céu

Alma doce da natureza...

Esta Terra que precisa de Ti

Transforma os corações dos homens

Para que o paraíso aconteça aqui

Santa Maria"!!

Amém!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Finda janeiro...

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E finda o sr. Janeiro...


Termina alegre e faceiro...


Chega fevereiro...


Passa ligeiro...


Pois minhas férias já vão chegar!!



Bom dia, boa semana a todos! : )


domingo, 29 de janeiro de 2012

Cafarnaum, hoje, é aqui...

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Cafarnaum, hoje, é aqui
E o Mestre dos mestres nos ensina
As verdades eternas
Os valores perenes
Fala e diz com autoridade
Um ensinamento novo
Por amor ao seu povo
Autoridade que não traduz violência, imposição
Mas que nasce da coerência de sua mensagem
Com sua vida, com seus atos e com suas obras
Curas do corpo e da alma, redenção
A sua missão
És mesmo o Santo de Deus
Jesus, nosso irmão
Convida a todos para a construção do seu Reino
Profetas nos chama
“Antes que te formasses dentro do seio de tua mãe,
Antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei
Para ser meu profeta entre as nações, eu te escolhi
Irás onde enviar-te e o que te mando proclamarás”!
Jesus, arranca a maldade
Destrói a vaidade dos nossos corações
Queremos ouvir, queremos seguir
O mundo se ilude com tantas falácias
São tantas falas, na TV, no rádio, nos jornais,
Na política, nas igrejas, nas seitas, na internet
Nos bancos, nas praças, nas reuniões, nas festas,
Falas sem conteúdo, vazias de autoridade, vazias de amor
Só Tu, Mestre, possui palavras de vida eterna!
E nos ensina, não desanima, não desiste de nós
E, hoje, Cafarnaum é aqui
Ouçam os pais, os mestres, aqueles que a outros ensinam
Não basta falar, dizer, emitir os ensinamentos
É preciso os mesmos viver
É preciso ser profeta em casa, na igreja, no clube, no trabalho, na rua
Onde quer que for
É preciso ser testemunha do amor
Do amor de Deus por cada um de nós
O profeta revela e vive a verdade da salvação
Denuncia a injustiça, o pecado, o mal
Assim, diz a canção:
“Hei Homem de Deus, acorda é tempo ainda...
Hei Homem de Deus, deixa a incoerência...
A vida é uma escola onde viver é o livro
O tempo é o professor...
Hei Homem de Deus, acorda é tempo ainda
Eis que o seu tempo finda, faz uma oração
Hei Homem de Deus, deixa a incoerência
Em sua conferência, fale do perdão”!!
CAFARNAUM, HOJE, É AQUI!!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Os pés de pavão...

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“Pavão misterioso, pássaro formoso. Tudo é mistério, nesse teu voar”, diz a letra da canção. Mistério e formosura certamente diminuem ao olharmos para os pés do referido bichano. Não são mesmo tão bonitos quantos as cores da sua plumagem. Seu porte altivo e garboso. O assunto veio à baila com uma frase dita pelo marido. “Olha teus próprios pés, pavão”!! Pés à parte, foi o suficiente para minha imaginação criar asas. O que temos para falar, para transmitir é sempre o melhor. É o que pensamos. E, hoje, não estava muito a fim de ouvir o assunto abordado por meu inspirador do dia. Ele não titubeou. Sacou do referido dito popular, mirou e acertou em cheio minhas elucubrações. Calou minha falta de polidez.  A paciência muitas vezes escapa por entre nossas mãos e vai parar nos nossos pés.  Pés de pavão.  E quantos os possuem. Inclusive, nós dois. Basta dar uma olhadinha nos nossos relacionamentos familiares, no trato com os amigos, na relação com a natureza, na maneira como tratamos o Ser Supremo. Ausência de delicadeza, de civilidade, de cortesia. “Eles são muitos, mas não podem voar”, continua a canção. Pés de pavão, que me fazem sonhar. De fato, nenhuma criatura é totalmente perfeita. De exuberante beleza, corre com pés não tão formosos assim. Presos na terra sem o alto céu alcançar. Ah, mas se os pés não conseguem, o coração bem cultivado, adubado com paciência, certamente, conseguirá. Um beijo meu querido,  toda ouvidos. Diga, fale, que lhe ouvirei. Mas vale a paz do seu sorriso que o orgulho de constatar pés tão feios assim...hehe!! Meus pés não são do bicho pavão, mas estão pertos. As unhas precisam ser pintadas. Pintadas com as cores do verão!!!
Um bom domingo a todos, com muito amor no coração! : )

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O jardim de cada um...

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Cada um tem seu próprio jardim...os jardins são "mundos" feitos de sonhos, feitos de luz. Eles revelam as almas de quem os cultiva. Plantas, flores, bosques. Jardins de malva, de aromas. Jardins são assim...campos de lavanda, coroas crepitantes de abelhas sem fim!! Jasmim!!

Boa noite! : )

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Navega a vida...

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O amor pela vida não tem medida. Vida no asfalto. No cimento, no concreto. Vida perdida. Em busca de um chão, duma saída. Vida que é movimento. Que percorre tormentos. Ondas de um mar agitado. Naufrágio de vidas. Vida, sempre vida. Vida sofrida, espoliada. Vida sagrada. Quiçá esquecida. Vida medida pelo tempo, pelos eventos, pelos fatos. Passagem da potência para o ato. Movimento essencial. Vida na selva de pedra. Na grama molhada. Na paz tão sonhada. Tão necessitada de cada um de nós. Vida a sós. Compartilhada ou não. Vida passada, rabiscada num papel de pão. Vida que dorme numa bolha de sabão. Sentimentos arcaicos num mundo desajustado. Tão habituado ao passageiro, ao superficial. Porém, a vida é movimento essencial. Não volta atrás. Traduz perfeição. Acelera os passos. As batidas de cada coração. Vida severina. Vida animal, vegetal, mineral. Movimento gerativo. Qualitativo. Fundamental. Vida suada, massacrada. Vida, sempre vida. No ato pensante. No pensamento que atua. Na frase sem nexo. Nos casos de rua. Nos bares, na noite. Na casa vazia. Nos sonhos acalentados. Nos bêbados das praças. No mundo, no cosmo. No caos da cidade. Na parada do ônibus. Movimento geral. No cais do porto. Em terra firme ou em alto mar. Saudades que deixa para trás. Singra com suas dores. Num movimento que passa. Que vai. Veleja, marujo. Pois a vida não espera. Nem lhe trará a resposta. A vida é passagem. Caminho que se faz. No presente, no hoje, no agora. Já! Vida, sempre vida. Nada importa nem faz sentido. Apenas a vida, com seus prós, com seus contras. Limitada, condicionada, contida. Sempre vida será. Mutilada, machucada, não importa, deixa prá lá. A vida é movimento e não há nada que a impeça de navegar. O amor pela vida é assim. Seja boa, seja ruim. Ela sempre vida será. No firmamento estrelado ou no buraco negro do coração, aí, ela estará. Plena a pulsar. Folhas ao vento, gaivotas no espaço, seu barco atracado, pronto  para zarpar. Navega a vida, pois vida ela sempre será!!
Boa noite! : )

 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Nas asas de um tuiuiu...


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Hoje, o pantanal amanheceu triste. O pantanal onde você nasceu. Tio Arthur nos deixou. Transcendeu a materialidade. Fez-se luz neste amanhecer. Pela comunhão dos santos, vovó China (Adelaide) e vô Joaquim, estarão, aí, para lhe receber. Tia Olga estará também. Agradeço pelo seu coração. Tanta bondade, solidariedade, doação. Um homem empreendedor. Dono do seu destino. Bastante trabalhador. Quando nasceu, um anjo assim lhe assinalou. "Será mesmo um pantaneiro. Correrá ligeiro no caminho do amor"! Batalhador incansável. Descansa, agora, grande guerreiro. No seio do Senhor!! Obrigada por tudo, pela atenção, pelo carinho. Pelo acolhimento ao meu paizinho, seu irmão. Que, hoje, nos representa, aí, nesse pedaço de chão (Corumbá, MS). Sigo, aqui, em oração, em meio aos meus escritos, lembrando de ti. Arthur Pereira da Silva, siga em paz, nas asas de um tuiuiu. Valeu, tio, até algum dia!!

O meu carinho aos primos Noemia, Noirce, Noemi e Arthur Júnior, seus filhos.
Segue uma música que acredito que o senhor conheceu. Afinal, foi, aí, na Cidade Branca que sempre viveu, lugar que sempre amou. A nossa terra natal! : )

 

sábado, 14 de janeiro de 2012

O sermão das árvores....

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Eis que janeiro começou. E quase não conseguimos escrever. O blog abandonado. Início tumultuado. Apesar dos pesares, que seja abençoado. 2012. Primeiro mês. Tio, rezamos por você. Amigo, Feracine, como lhe esquecer?!! Seca, estiagem. O verão aconteceu. Plantamos as sementes. No chão da nossa história. Terra fértil adubada com a poção da esperança. Afinal, diz o ditado: “quem espera sempre alcança”. Quiçá, talvez. Cansar, prá quê?!! Devemos ser como as àrvores. Seres que crescem em paciência, em perfeição. Cedros, ébanos, ipês, goiabeiras, árvores frutíferas com sabor de paraíso. Àrvores que dão sombra, que dão frutos. Ou que simplesmente nos transmitem paz. Noite que nos refaz. Atravessamos os nossos desertos interiores. Para, depois, em baixo de uma bela árvore nos sentar. Parar por um instante. E o silêncio escutar. Aguçar bem os sentidos. Abrir bem os olhos e os ouvidos. Ouvir o sermão das árvores. Ensinamentos sem palavras. Sem verbos nem adjetivos. Apenas a existência, o ser. Aquilo que se apresenta. Sem mais nem menos. Sem acertos nem correções. Essência e existência irrepetível. Árvores, são assim. Tranquilas, mansas, serenas. Como a frase que dizia assim: “Sê como o sândalo que perfuma o machado que o fere”. Sábias criaturas. Longe do falatório dos homens. Onde muito se fala e nada se escuta. Na natureza, no seu silêncio, que tudo diz, ouvimos a sabedoria esquecida. São Francisco estava certo. De tal maneira já escreveu o maravilhoso escritor Rubem Alves: “(...) Acho que o verdadeiro, sobre São Francisco, não é que ele tenha pregado aos peixes e pássaros. A verdade é que ele ouviu o sermão das árvores. Por isso ficou tão manso, tão tranqüilo. Ele tinha a beleza das árvores. Estava reconciliado com a vida. Então os pássaros fizeram ninhos nos seus galhos e os peixes comeram dos seus frutos que caíam na água (...)” (in A música da natureza, pág. 64). Sentar, deitar a sombra de uma árvore. Observar. Viver. Apenas ser!!
Um ótimo final de semana a todos!! : )
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