sábado, 23 de agosto de 2014

Tempo de festim: rosas e alecrim!!


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Hoje amanheci pensando no alecrim


Ai, de mim! Seu cheiro é um festim


Tempero e gostosura


Que o peixe marinou


E assim fiquei a imaginar


Sentindo o aroma do rosmarino


O seu nome oficial


Mas nesta oração olfativa


E por que não dizer também contemplativa


Pensei nas rosas que na cabeça trazia


Santa Rosa de Lima


A padroeira da América Latina


Hoje celebramos o seu dia


Moça nascida no Peru


De descendência espanhola


Cresceu na pobreza


Na lida da terra e das costuras


Santa Rosa, que se chamava Isabel Flores y Oliva


De beleza ímpar


Cultivava as rosas no seu próprio jardim


A fim de vendê-las no mercado


Para o sustento de sua família


Por isso, além da América Latina


A jovem santa também é tida


Como a padroeira das floristas


Aquelas que vendem flores


Que ninguém as quer comprar


Rosmarino parece um hino de amor


Alecrim e rosas


Uma beleza


Perfeita união


Que os povos da América Latina


Sejam de fato irmãos


(E, hoje, os povos do mundo inteiro)


Santa Rosa de Lima com as rosas nas mãos


Rosas na cabeça e no coração


Alecrim dourado que nasce no campo


Sem ninguém semear


Sejam sempre sinais visíveis


Da grandeza e da beleza do nosso Criador



Amém!!


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Delicadezas de Deus....





Beleza, encanto. Eis, aí, então, a nossa participação, com muita alegria e agradecimento. Agradecimento à querida Rosélia pelo convite feito na comemoração de cinco anos do seu maravilhoso blog:





Tempo de festa, tempo de festim, rosas e alecrim....

Que Oxalá, sejam sempre assim

Entre todos nós e todos os povos também


Santa Rosa de Lima interceda sempre por todos nós, amém!!


Paz e Bem, amigos virtuais e Rosélia também!! 


Um abençoado final de semana!! :)



domingo, 13 de abril de 2014

Com os ramos, em Jerusalém....



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A noite silencia o dia. Mas, em nosso coração ainda ecoam as notas dos hinos de Hosana. Aquele mesmo Menino que um dia foi aclamado com o Glória pelos anjos e pastores. Em meio a simplicidade da natureza brilhava uma estrela. Sinal de reverência da Criação ao Filho do Criador. Salve, ó Filho de Davi! Palmas, ramos de oliveira e outros mais, trazemos em nossas mãos. Caminha o Messias. Rumo à Jerusalém. Júbilo, alegria. Rei e redentor. Caminha, caminha. Foram quarenta dias do tempo quaresmal. Quarenta dias no deserto do coração. Quarenta anos já passados daquele Menino nascido em Belém. Foram tantos acontecimentos vividos. Tantas vidas encontradas, curadas, sentidas. Tantos ensinamentos oferecidos, vividos. Cristo, de condição divina, vestiu a nossa humanidade desvalida para nos revelar a face de Deus Pai. Como bem disse S. Paulo aos Felipenses: “(...) Esvaziou-se a si mesmo....fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl. 2, 6-11).  Que homem é este? Cala fundo tal questionamento em nossas almas. Nossas vidas, como a Dele, é sempre resposta ao Amor que nos criou. Fomos também pequenos. Nascemos, crescemos. Erramos, aprendemos. Choramos e sofremos. Cantamos e vivemos. Enfrentamos as nossas lutas, os nossos tormentos. Por momentos, somos trevas, mas em muitos outros, somos luz. Conforto, consolação. Angústia, aflição. Todavia, o Nazareno foi fiel até o fim. Com as armas do jejum, da oração, da caridade, tudo venceu. Foi na entrada de Jerusalém aclamado pelo povo. Mas, sabia o que lhe estava reservado. Um justo, sem nenhum pecado, tomou nossas faltas, nossas dores e por amor se entregou para nos redimir. Quem é este homem? Que passou a sua vida a todos a convidar. Convite à conversão. Ao Banquete do Pai. Curou o cego, pediu àgua à samaritana. Deixou-se humilhar. Ofereceu a outra face. Ao desprezo. Ao escárnio. Perante os homens, às autoridades, não se defendeu. Calou-se. Fez-se silêncio. Como sua Mãe Maria sempre fez. Meditava em seu coração a vontade de Deus. E, nós, procuramos a sua vida imitar. Seguir o seu caminho não é nada fácil. Mas, por outro lado, somente Nele encontramos a verdadeira Paz. E, nós, quem somos para Ele, então? Um Pilatos, uma Maria, os apóstolos, os sumos sacerdotes, os fariseus, os cegos curados, o mesmo povo que o aclamou e que depois o condenou? Quem somos nós? Eis o outro lado da questão. E, hoje, quando ouvia e meditava a liturgia deste domingo de ramos, disse ao Nazareno assim: não sei se tenho vivido como verdadeira cristã nesses quarenta e tantos anos de vida, nesta quaresma. Mas tenho tentado fazer o melhor que posso, com a graça do Pai. Preciso ainda mais melhorar. Orar, jejuar, praticar a caridade, ainda mais. Mudar de vida. Todos os dias. Recomeçar. Viver em família, com os meus e com os outros também. Tolerar mais as dores. Calar o orgulho. Silenciar o meu ser. Senhor, tenho sede da Àgua de vida eterna que brota da sua Cruz que irás enfrentar. O crucificado revela o Amor Maior que pode existir. A sua Cruz é a nova estrela. Pois é vida que vence a morte, é entrega, é doação total, absoluta e incondicional. Amor que, de fato, liberta, resgata, redime. Não é difícil de entender. Pois olhando para os pais que realmente se dedicam, se doam, se entregam aos seus filhos, podemos aquilatar o quanto o Senhor nos amou até o fim. Mesmo que nós, muitas e muitas vezes, não o façamos por merecer. É assim. Por isso, nesta celebração, nesta comunhão, suplico-lhe a graça de estar sempre com a mente e o coração abertos para a Sua vontade. Quero, na humildade, os meus pecados confessar. E como aquele cego, aquela samaritana e tantos outros mais, que não precisaram de muitas explicações, definições, comprovações, mas com o coração feito de carne e de fé genuína, possa lhe responder: Tu és o Filho de Deus, eu creio em Ti Senhor. E, aqui, estou. Nesta Grande Semana. Santa que é. Para lhe acompanhar. Não lhe abandonar. Não lhe ficar indiferente, descrente. Contigo entrar na “Jerusalém”, no caminho do Seu Calvário, dele co-participar. Na sua Paixão e morte de cruz. Compaixão. Para um dia, contigo, viver para todo o sempre! Amém!


Uma boa e abençoada Semana Santa a todos! :)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O amor no alimento...


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Hoje fiquei sabendo que minha tia paterna vai me enviar uma iguaria que há muito queria saborear. Sobretudo, nestas terras onde não há os peixes de lá. Fiquei a imaginar. Aliás, a meditar. Comida, alimento é também uma oração. O tempero tem carinho. E quem comanda é o coração. Uma pitada de bem querer. Outra, de saudade. Cebolinha. Cheiro verde. Cebola. Pimentões. Não são todos estes os ingredientes. Não sei. Mas, com certeza, o sabor é sem igual. Urucum é a semente que colore de vermelho. Do amor que trazemos no peito. Da “terra querida que nos viu nascer”. De todos vocês. Tia, fenomenal. Amor que possui nas suas laboriosas mãos. Mãos que afagam a alma. O tato. O paladar. Toca lá no fundo das lembranças. Partilhar o alimento é também beber nas recordações da infância. Mãos generosas. Que distribui o seu ser. Pois coloca em tudo um pouquinho de você. Será por isso que a visão do paraíso seja mesmo um banquete celestial?! Estar num jardim imenso, convidados para a ceia. Seremos todos iguais. Sentados todos juntos. Partilharemos do Amor magistral. É, o Filho de Deus, deu-se em comida, em bebida também. Afinal, guardada as devidas proporções (analogia de proporção), alimentar o outro é mesmo a maior benção que pode existir. Ato sagrado. Gesto que transmite a vida, a intimidade, o unir. Quando a mãe, aqui, chegar no domingo que se aproxima. Certamente, tia, aqui também de alguma forma estará. No seu carinho, no seu amor, nesse prato que prepara. Que nutre e assinala o encontro dos que se querem bem. Caminhantes, viajantes.  Tia, gratidão. Que sai do coração. Paz e Bem!! Beijão!! : )

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Na paz, a gratidão ao Infinito...


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Agradecer a vida, o ser. Com os erros, o aprender. Nada, nada é em vão. Os dias passam. Movimento contínuo. Começo, meio e fim. Que seja assim. Paz na terra. Não à guerra. Não ao ódio. Basta de indiferença. Basta de sofrimento. Foi dada a sentença: janeiro já é. Pois é.  Do ato à potência. É o movimento. Trânsito, passagem. Qual é a imagem que queremos espargir?! De  bondade, de justiça, de beleza, de harmonia. Qual delas será? Resposta a dar nos 364 dias que virão. O presente é aqui. No agora. Na ação. De que vive uma nação? Do pão sem circo, da razão desapegada. Do coração desalienado. A paz começa em cada um, em sua casa, na habitação onde pulsa o seu ser. Só depende de ti. De mim. De você. Façamos, então, por merecer. Graças ao Pai que tudo nos dá. A vida. A inteligência. O coração. A saúde. O pão. Pela vida do esposo, dos pais, dos irmãos, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos, então. Paz e Bem! Paz meu irmão, é muito mais do que uma expressão. Do que a nota de uma canção. Do que uma rima de proporção. Do que o cumprimento de uma saudação. Ela é antes de mais o fruto que nasce no chão das nossas ações. Fruto da justiça de nosso agir. Nos pequenos detalhes. Nas mínimas consequências. Escoa pelo filtro das nossas escolhas. Ecoa em ribombos pelos recônditos da nossa própria consciência. PAZ e BEM! É o que queremos viver. Num dia e em todos os demais. Num ano e nos tantos mais. Eis aí a pauta essencial. Partitura. Receita. Projeto. Mapa. Planejamento. Logística. Composição. Resumo. O sumo. Se a paz é fruto da justiça. Sejamos justos com os que estão ao nosso redor. Os mais próximos, os mais perto. O mundo se perde na guerra, na morte. Mas a sorte dele (o mundo) está nas mãos de cada um. Lutar por justiça é começar dentro de si próprio a transformação libertadora da paz de que tanto o outro necessita. Estar em paz com o próximo e consigo mesmo. Estar em paz com sua  mortalidade e reverenciar o Criador. Quanto a caminhar. Quanto a aprender. Refazer as pontes. Reconstruir as estradas. Recomeçar as trilhas. Movimento de vir-a-ser. Perenizar o transitório. Escapando do ilusório. Das falsas promessas. Religar o que se perdeu. Entre o céu e a terra que habita em cada um de nós. Pós, pós, tudo é pó. Poeira no vento. Sejamos, então, fermento e sal. O que dá gosto, sabor. Sejamos luz e cor. Que dá brilho e fulgor. Na grande messe de Nosso Senhor. Assim nessa passagem que é movimento. De um dia para o outro. De um ano para o próximo. Realizemos por nossas ações, por nossas orações, a tão proclamada PAZ. Paz no coração de cada um, paz para o mundo de todos os povos, de todas as raças, de todas as nações! Paz prá você!! Agradecimento eterno que se abre para o Infinito. Valeu!
 
Um feliz e fecundo 2014 a todos!! ; )

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

"Da terra seca: flores, frutos vão brotar"!!


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O manto da noite ainda está sobre a terra. A escuridão. As trevas. São os nossos desertos interiores. As dúvidas, a falta de fé. Corações de pedra. Cabeças duras. Assim diz São João: “(...) A palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram. Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus (...)” (Jo 1, 1-18).  Luzes e sombras. Dores e alegrias. Aflições e esperanças. Eis a trajetória existencial. Todavia, no céu de nosso coração surge aquele que é “Sol do alto vindo até nós”. Peregrinamos pelo mundo a fora. Preparamos as nossas casas. E como bem disse Santo Agostinho, “o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós”. Afinal, toda a Criação foi por Ti e para Ti, ó Menino, realizada. E toda criatura canta louvores ao Criador. Vivemos num mundo marcado pela dor, pelo sofrimento, pela violência, pela injustiça, pela fome, pelas catástrofes, pelo egoísmo de toda ordem. Nas trevas, vemos os rostos de nossos irmãos que são despojados de sua realeza de filhos de Deus. Crianças, idosos, famílias inteiras. Países em guerra entre os seus. As drogas que tudo destroem. Indefesos e inocentes ceifados no ventre materno. O fel e a maldade que tomam conta do coração dos homens. Falta o respeito por toda a Criação. Todavia, em meio a tantos males e desalentos, brilha alto a Luz verdadeira daquele que quis de nós precisar. Filho Deus, Deus Verdadeiro, Verdadeiro homem quis se tornar. O espanto, o assombro. Nasceu frágil, pequeno. O eterno inseriu-se na História para eternizar o efêmero. Somos feitos para essa Luz. Não para morte. Nem para destruição. Dentro de nós, de cada um, brilha a mesma Luz que agora desponta no mesmo horizonte que outrora era escuridão. Somos centelhas dessa Luz. Vivemos de esperança. A esperança e a fé Naquele que nos redimiu. Cumpriu a promessa dita pela boca dos profetas. Eis que nasceu o nosso Salvador. A razão primeira e última de todo o nosso existir. Fomos por Ele, primeiro, amados. Por isso O buscamos incessantemente. E as trevas nem as adversidades são capazes de abater-nos. Já não estamos sós. O Deus Menino habita entre nós. Caminha conosco. Ama o seu povo. Dá força. Dá alento. Para aquele que crê, para aquele que O aceita, é certeza de participação na sua Glória. Menino Jesus, Carne dos homens, mas Espírito de Deus. Arma sua Tenda entre nós. O Natal que celebramos é o encontro pessoal de cada um com a beleza do seu próprio Criador. É o encontro com Jesus. É o acolhimento no próprio coração. Na própria vida. É o encontro com o Amor que tudo renova. Fica em nós, Senhor. Pois somos fracos e pecadores, sem Ti. Faça-se em nós, a exemplo de sua Mãe Santíssima, a Tua vontade. Arranca de nossos corações o nosso egoísmo, a nossa maldade, a nossa arrogância, a nossa prepotência, a nossa rebeldia, as nossas faltas. No silêncio deste dia que amanhece, Tu estás. Palavra Divina que sempre Se comunica. Presença salvífica. Amigo de todas as horas. Deus Menino para o nosso bem. Abençoa a todos os nossos familiares, nossos amigos, e aos não tão amigos também. Olhai, Menino Jesus, por todos os doentes, por todas as crianças, por todas as vítimas de violência. Pelos desabrigados. Pelos excluídos e marginalizados. Pois a exemplos dos pastores, dos mais simples, como disse o Papa Francisco, são eles os primeiros a abrirem as portas do próprio coração para receber a boa nova do nascimento de Jesus. Somos pedras vivas. Constrói a Igreja de missão e de amor. Fiel a Palavra do Pai Eterno. Vem, Senhor, conosco caminhar. Estamos prontos. Pode nos falar. É Teu todo o nosso coração. Amor infinito nós O queremos amar com nossos lábios e com nossas ações. Por um mundo mais justo, mais irmão. Nossas orações. Vem, Menino, habita o nosso ser! E com a meditação de São Bernardo, queremos Te louvar: “Vós que estais perdidos, respirai! Jesus vem salvar o que perecera. Vós, os doentes, voltai a ser saudáveis: Cristo vem estender o bálsamo da Sua misericórdia sobre as chagas de vossos corações. Estremecei de alegria, todos vós que sentis grandes desejos: o Filho de Deus vem a vós para fazer de vós co-herdeiros do seu Reino (Rm. 8, 17). Sim, Senhor, peço-Te, cura-me e ficarei curado; salva-me e serei salvo (Jr. 7, 14); glorifica-me e ficarei verdadeiramente na glória. Sim, que a minha alma bendiga o Senhor e que tudo em mim bendiga o Seu santo nome (Sl. 102, 1). O Filho de Deus faz-se homem para fazer do homens filhos de Deus”!! Amém!
Um bom dia a todos!! :)

domingo, 24 de novembro de 2013

A caminho sempre...soldados de Cristo Rei!!


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Hoje, celebramos a festa de Cristo Rei do Universo. Ele é o centro de nossa fé. Por Ele e para Ele tudo foi criado. Nele encontramos a razão última da nossa passagem por esta Terra. Dia do Leigo. Daquele que vive nas estruturas do mundo. O “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” foi dito pelo próprio Cristo. Todavia, recordarmos a realeza de Jesus Cristo na história humana até os finais dos tempos não é um mero sentimentalismo ingênuo a ficar restrito à vida privada de nossos lares, de nossas igrejas ou de nossos grupos confessionais. Somos soldados de Cristo. Cristo Rei. Senhor da Vida e da História. Entretanto, o seu reinado não se assemelha nem é igual aos reinados do nosso velho mundo. O Reino de Cristo não se mistura com as ideologias secularizadas. Porém, como leigos cristãos, sabemos que são duas realidades que existem distintamente mas não separadas. Unidas mas não misturadas. Por outro lado, há um laicismo também que tudo mistura, separa, degrada. Todavia, aprendemos com o Magistério da Igreja, na Encíclica Gaudium et Spes (Alegria e Esperança), do Concílio Vaticano II, que a “legítima e sadia laicidade do Estado” é “um princípio da doutrina católica”. Logo, tributar a Cristo o reinado e a primazia sobre todos os povos e todas as realidades, não ofende de forma alguma tal laicidade já que qualquer Estado enquanto tal não está isento de suas obrigações para com Deus quando se trata da lei natural inscrita em todos os seres. Assim, caso tal ensinamento não seja levado em consideração, instaura-se o reino da morte, da destruição, da devastação, da perseguição, da injustiça que feriu e que fere ainda a dignidade de tantos seres humanos.

Somos soldados de Cristo num mundo carente de sentido sobre as realidades eternas. Num mundo hostil aos valores perenes. Num mundo vazio do autêntico Amor que nos redime do trono de uma Cruz. A cruz ainda continua sendo escândalo para muitos. Para outros, é motivo de chacotas, zombarias, ridicularizações. Quem são estes “loucos” que acreditam num Rei morto num Madeiro?! Quem são estes “doentes” que afirmam que o caminho para chegarmos à salvação de nossas almas é a cruz?! Quem são os “sadomasoquistas” que declaram que o sofrimento nos purifica?!! E os questionamentos profanos parecem não ter fim. Buscamos respostas que se conformem e confortem o nosso próprio ego. Olhando, não queremos ver. Ouvindo, não queremos escutar. Mas o Rei de tudo que existe está lá. Não mais temporalmente e materialmente pregado numa cruz. Porém, o seu Reino é o do serviço, é o da entrega. Fiel à vontade do Pai, Jesus aceitou amar-nos até o fim. Enfrentou mesmo a morte de cruz. Olhando para Ele, para sua entrega total e incondicional, tudo se apequena. Nosso orgulho, nossa vaidade, nossa ambição, tornam-se tudo em vão. A força desse Rei é o amor, é o perdão, é a nossa redenção. Cristo, o novo Adão, renova tudo e todas as coisas pelo seu santo sacrifício.

E se já com S. Paulo, sabíamos que deveríamos combater o bom combate, Leão XIII, mais tarde, irá proclamar que “Os católicos nasceram para combater”. Leia-se, também, os cristãos nasceram para combater. Assim como fizeram tantos e tantos mártires, desde os primeiros tempos da cristandade até os dias atuais. Porém, os dois últimos séculos fizeram milhares de mártires que não abjuram a sua fé em nome e por causa de Cristo Rei. Está, aí, o belíssimo e corajoso testemunho do pequeno, hoje, beato José Sanchez Del Río, um menino mexicano de 13 anos, que participou da resistência civil armada composta por leigos católicos contra o governo tirano de Plutarco Elias Calles, na década de 1920. Lutou pelo direito da liberdade religiosa, pelo direito de proclamar a sua fé em Deus. Escreveu com seu próprio sangue a sua confissão de fé. “Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe”!!

E as chagas da crucificação ainda estão entre nós. Hoje, ainda, milhares de cristãos são brutalmente mortos por causa de sua fé. Apesar de ser ignorado pelos holofotes da grande imprensa, o massacre é grande e cruel. O autor do livro “World Christian Trends AD 30 – AD 2200”, o sociólogo investigador, David Barrett, calcula o genocídio de 160 mil cristãos só na primeira década deste milênio e 150 mil para a segunda. Sabe-se, ainda, nos dias atuais, conforme nos lembrou Bento XVI, que o preço pago pela fidelidade ao Evangelho é ser “muitas vezes indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia”. Basta uma rápida pesquisa pela internet no youtube ou em outros sites para constatar uma infinidade de vídeos, artigos, etc, que pululam a rede zombando da fé em Cristo. Todavia, o sangue dos mártires são sementes de novos cristãos. Cristo é a nossa razão de ser. E o seu grande e incondicional amor por nós é a nossa força e a nossa graça.

E para concluir esta reflexão, recordo-me de uma das primeiras cenas do filme “For Greater Glory” (“Cristiada”, a verdadeira história dos Cristeros), onde o velho sacerdote, Pe. Christopher, ao ser interpelado pelo menino José Sanchez Del Río, a fugir e a se esconder na casa de seus pais, para não ser morto pelos federais (do governo de Calles), ele sereno e convicto (mesmo sabendo que iria morrer), responde indagando ao garoto: “Quem és tu se és incapaz de lutar pelo que crês? Não há maior glória do que morrer por Jesus Cristo”! Eis, aí, a profissão de fé do verdadeiro discípulo do Senhor. Não existe verdadeiro amor pelo bem, sem um ódio proporcional ao mal. E o católico, o cristão, é um soldado. Mas um soldado que luta pela salvação eterna. Então, continuemos a lutar. Sempre. A cada dia. A cada instante. Pois por trás de nós há uma miríade de anjos, de santos, de mártires, que nos inspiram e há a graça redentora de Jesus Cristo, Rei do Universo que nos fortalece. Então, “Viva Cristo Rei”!! E sempre as nossas orações por todos os cristãos que lutam com a própria vida nos países do Oriente Médio, em todas as partes do mundo, para não abjurarem a própria fé. Cristo vive, Cristo reina hoje e sempre. Amém!!
 
Um bom e abençoado domingo a todos!! : )

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mistério luminoso: o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor!


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Na manhã fria e nublada
Nos passos em oração
Meditar e contemplar
Os mistérios da nossa redenção
Os chamados Luminosos
Como os raios tímidos que anunciavam
Na passada silenciosa das ruas desertas
Enfim meditamos sobre a instituição da Eucaristia
Eis, então, que o Nazareno aos seus apóstolos e a todos convida

Eis, aqui, o meu Corpo e o meu Sangue
Tomai e comei
O pão e vinho sementes da terra
Pela graça e pela fé
Transformaram-se no Corpo e no Sangue de Cristo Jesus
Presença real em toda celebração eucarística
É o mesmo sangue, o mesmo corpo

Que na cruz nos resgatou para uma nova vida
Que mistério divino
Presença escondida num pedaço de pão, num cálice de vinho
O Deus-Menino que um dia nasceu em Belém da Judéia
Agora se entrega em corpo e em sangue
Para resgatar-nos das nossas misérias
Quanto amor manifesta no sacrifício perfeito
É Jesus que se doa por inteiro

Nem pouco nem menos
Mas intenso
Pleno
Vem habitar em cada um de nós
Presença santa que todos os nossos males espanta
Santifica nossas vidas
Cansadas, sofridas
Santifica o nosso coração

Inunda-nos no seu Espírito e renova a face da Terra
Para que um dia
Regressos deste nosso Exílio
Possamos, enfim, proclamar
Já não somos nós que apenas vivemos
Mas, sim, o Cristo que vive em nós

É Ele em nossa face que resplandece
No peito a sua cruz
No Coração a certeza
Do seu grande amor, Jesus!
Mistério divino, o Pão e o vinho,
O Sangue e o Corpo de Nosso Senhor!
Amém! : )

 

 
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