Mais uma vez, estamos, aqui, para participar da blogagem coletiva ecumênica da querida Rosélia do blog
http://espiritual-idade.blogspot.com/ E a proposta dela para hoje é refletirmos sobre o tema Espiritualidade e mística.
A mística envolve o estudo das coisas espirituais. Ela assinala o encontro do homem com a Transcendência mediante uma vida contemplativa e de oração. Contemplação espiritual em busca da união perfeita com Deus Pai.
Desde o ventre materno fazemos a experiência da nossa materialidade. Sentimos na própria carne as contingências do nosso ser. Desde que nascemos, choramos porque temos fome. Reclamamos quando sentimos dor. Se adoecemos, a ausência da saúde nos provoca sofrimento. Somos matéria finita e limitada. E lá vem a mãe com os chás de erva-doce para aliviar as cólicas infantis. Curar os arranhados. Preocupar-se com o alimento. Com o agasalho para proteger do frio. Tudo isso se faz necessário para o crescimento, o desenvolvimento. Para o sobreviver.
Mas, por outro lado, também, desde cedo, percebemos que não somos apenas um corpo em movimento. Carregamos em nós a semente da imortalidade. Afinal, somos também seres com espírito. Realidade que vivenciamos quando nos pegamos a emitir pensamentos que não podemos tocar. Quando experimentamos a força dos sentimentos que não conseguimos dimensionar. Quando nos pegamos a contemplar um amanhecer pelo simples admirar do belo em si.
Logo, somos uma união de corpo e espírito. E temos ânsia de nos comunicar. Pois o bem é comunicativo de si. Temos fome e sede não só de pão mas do Infinito. A imagem de vida contemplativa que me vem à cabeça é de alguém ajoelhado, estático, parado. Com olhar perdido no espaço. Buscando, esperando um sinal, um evento quase mágico.
Mas, ao invés, contemplação, para mim, é recolhimento interior exteriorizado em amor comunicativo. É dizer: E aí, Pai Eterno, tudo belê?!! Estamos, aqui, para o que der e vier. Prontos para fazer a tua vontade. Sem nada em troca querer. É visitarmos os doentes, o nosso amigo Pe. Cláudio, que está muito debilitado devido aos efeitos da quimioterapia. É ficar do seu lado, em silêncio. Marcando presença amiga. É ser apoio, suporte. Um rumo, um norte. Certeza de querer bem. É, aí, que o milagre acontece.
É a mística da vida terrena, do aqui, do agora. Todavia, e mais ainda, é a mística da vida que virá. O amor fraterno por toda a eternidade. Encontro de mãos e de corações na mesma sintonia. Foi assim que me tocou a história de uma menina. Seu nome: Rebeca da Silva Coelho. O testemunho de seus pais. Sua luta pela vida. Doce menina, com seus nove anos de idade. Com seus belos olhos verdes. Você não está sozinha. A sua luta é também a nossa. Aqui no sul se diz (coloquei a frase de forma afirmativa): "Está vivo quem peleia". E a Deus nada é impossível.
Por isso, aproveito a postagem para pedir uma oração, um pensamento positivo, uma energia de paz, um sentimento de amor pela vida da Rebeca. Uma corrente do bem. Orações por ela, pelo Pe. Cláudio, por minha mãe, por todas as pessoas que atravessam esta existência terrena marcados por alguma doença. Somos matéria, corpo que sofre. Mas, com certeza, somos espírito forte que em nome de Cristo todo mal vencerá! Aqui ou na nova vida que virá.
Esta é a mística da solidariedade, da partilha. Espiritualidade cristã. Querida Rebeca, vamos em frente, com fé e coragem. Pe. Cláudio, estamos contigo. Sempre. Mãe, estamos aqui. Nada temeremos. Pois o amor é maior e mais forte do que a própria morte. E nada nos separará. Nascemos para a eternidade, podes crer!!
Um bom domingo a todos! : )