segunda-feira, 26 de abril de 2010

O retorno de Alice...



O clássico da literatura infantil, criado pelo escritor e matemático Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), em 1864/1865, sob seu pseudônimo Lewis Carrol, ganha nova forma e interpretação cinematográfica desde a sua primeira filmagem em 1903. Trata-se do conto inglês bem conhecido de todos nós, Alice no País das Maravilhas, que há muito pertence ao universo das estórias contadas e recontadas às crianças de várias gerações. “Tudo tem uma moral: é só encontrá-la” escreveu Lewis Carrol. Entender o que ele quis dizer e encontrar a sua própria lógica torna-se, de fato, um desafio ao enigma que foi a sua própria vida. A literatura de Carrol pertence ao gênero denominado nonsense. Expressão de origem inglesa que denota algo sem nexo. Bem apropriado ao mundo fantástico e surreal dos sonhos de Alice. Aliás, o sonho é assinalado por uma lógica do absurdo. E na primeira versão, Alice tem seus 11, 12 anos. E tudo naquele belo mundo que se lhe apresenta é para ela maravilhoso e fascinante. É a passagem da sua tranquila meninice para a inquietante adolescência. Com a estória que conhecíamos desde crianças, na cabeça, fomos assistir a nova Alice no País das Maravilhas de Tim Burton. Burton lança um novo olhar sobre a obra de Carrol. Ousa imaginar uma continuação, um retorno. E, aí, reside a sua criatividade. O diretor mesmo possuindo predileção pelo sombrio e aterrorizante, imprime ao filme, que tem a marca da Walt Disney, ares de uma vitalidade estética e transcendental. Trata-se, na essência, da mesma Alice, todavia, agora, já uma jovem que está saindo da conturbada adolescência a caminho da juventude. Órfã de pai, com sua mãe e uma irmã casada, é herdeira de um comerciante internacional. Com apenas 19 anos está prestes a ser pedida em casamento por um nobre de Oxford. Pressionada pela imposição da sociedade de sua época, Alice dá novamente asas à sua imaginação e sai correndo atrás do Coelho Branco. Precisa encontrar-se a si mesma. Tomar consciência de quem realmente é e o que quer para sua vida. Necessita posicionar-se perante o mundo dos adultos ao qual pertencerá. E assim, novamente, cai na toca e chega ao mundo subterrâneo. Tudo, ali, para ela é estranhamente “novo”. Todavia, os personagens são os mesmos. Bizarros e psicodélicos. O Coelho Branco, os Gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, o Gato esvoaçante, a Lebre de Março, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, o Valete, a Lagarta, e outros. Ali, Alice descobre que depois que partiu, a Rainha de Copas destruiu o reino da Rainha Branca e subjuga a todos com tirania e crueldade. Somente o Chapeleiro Maluco reconhece na “nova” Alice a mesma menina que, ali, já estivera. Aliás, Alice reconhece que as melhores pessoas, muitas vezes, são os que, aparentemente, parecem “loucos”. Loucos porque fogem à regra pré-estabelecida para cada um dentro de uma sociedade dita “racional”. E a profecia dizia que somente Alice poderia enfrentar e derrotar o Dragão Jabberwocky e devolver o reinado à Rainha Branca. E assim foi. A jovem personagem consegue vencer o seu próprio medo e, finalmente, tomar nas mãos as rédeas do seu próprio destino. Encontra a sua resposta. Volta à realidade e recusa um casamento arranjado e sem amor. Enfrenta as críticas da sociedade. Adverte o seu cunhado infiel. Aconselha a sua tia senil a procurar ajuda médica. Empreende, juntamente, com seu ex-sogro/sócio, uma viagem dos negócios aos quais se dedicará. Parte para além do seu pequeno mundo. E, está lá, já transformada, a borboleta azul simbolizando uma nova vida. Um futuro promissor, livre e responsável. É o que acontece com cada um de nós. Não só na passagem da meninice. Da adolescência. Da fase adulta. Da velhice. Da morte que é transformação. Mas em todos os momentos. Em todos os instantes. Estamos sempre enfrentando os nossos medos, as nossas “Rainhas de Copas”. Mas, ao final, conseguimos ouvir a nossa própria essência, os nossos próprios “Chapeleiros Malucos”. Na lógica do absurdo, há alguma razão que, certamente, conseguimos encontrar quando, de fato, nos comprometemos em conhecermos a nós mesmos para, aí, sim, decidirmos ser felizes. Bela “roupagem”. Parabéns Tim Burton!






quinta-feira, 22 de abril de 2010

Terra, a nossa casa, o nosso lar...



Ah, Mãe, podemos chamá-la assim? Desde sempre és Gaia. Sustenta os nossos pés, acolhe as sementes que nos dão os seus frutos. Que alimenta a nossa gente. Como são belos os seus campos, as suas depressões, as suas colinas. Suas cachoeiras, cascatas, mares e oceanos. Irmã, Terra, diria Francisco. Estamos, aqui, a tantos anos e não aprendemos a amá-la de verdade. Contaminamos, exploramos, destruimos, matamos, conspurcamos o seu corpo e a abandonamos. Não és tu que precisas de nós, seres humanos. Vós sois obra perfeita do Criador. Nós, sim, é que precisamos de ti. E não nos damos conta disso. Perdão Terra querida. Neste seu dia a nossa oração. Para que os homens sintam e ajam com amor nos seus corações. Pois somente quem ama não mata nem destrói a quem só bem nos faz. Terra, a nossa casa, o nosso lar!


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ele não passará...





O amor não se esfriará...


Hoje, o dia, aqui, continua nublado, com chuva. Na segunda-feira, terminei a leitura do livro da Tânia Guahyba: “O amor se esfriará...de quase todos”. Uma advertência do evangelista S. Mateus. Tânia é pastora evangélica da Comunidade Cristã em Belo Horizonte. É formada em Pedagogia e Teologia. A proposta do livro, fruto de sua pesquisa e experiência no contato com diversas pessoas de sua igreja e também de outras, quer mediante a reflexão dos fatos, ali, relatados, tornar-se ponte de re-ligação do homem ao seu Criador. Falar de Deus e do Seu amor, nos tempos atuais, torna-se cada vez mais um desafio para aqueles que dedicam a sua vida à evangelização. Árdua tarefa pois os contra testemunhos são infindáveis mesmo, e, principalmente, dentro das nossas próprias igrejas. Seja ela qual for. Católica, evangélica, luterana, presbiteriana, etc, etc. É desafio, já que a fé deve ser esclarecida e iluminada pela reta razão, na busca da coerência entre palavras e vida. O que falamos, o que escrevemos, o que pregagmos, devemos viver. Ou pelo menos tentar. E isso é para todos. Fiéis, pastores, bispos, padres, religiosos, leigos, espíritas, ateus, agnósticos, etc. Afinal, ninguém consegue viver em contradição permanente. Pois fomos feitos para a verdade, para a bondade, para a fé e para o amor. Queiramos, aceitamos ou não. Por isso carregamos em nós uma ânsia de conhecimento, uma necessidade de comunicação, de afeto. Buscamos o belo que nos atrai. Somos movidos pela incessante procura do bem que nos felicita. Mesmo quando erramos, quando caímos. Temos sede do infinito. O que nos faz lembrar de Agostinho de Hipona que disse: “Meu coração só estará tranquilo quando repousar em Vós”. A cada um é dada a experiência de experimentar na sua própria carne os conflitos, as dúvidas, as intempéries, os dilemas da própria fé. Mas, também, a cada um que aceitar é dado a graça de re-encontrar o caminho e a paz. Nunca tinha ganhado um sorteio...nem em bingo de igreja...hehe...e o presente maior foi realizar a leitura e a reflexão do seu livro, Tânia. Achei muito interessante, criativo e oportuno o seu ponto de partida, a saber, a passagem em que S. Mateus adverte que por causa da multiplicação da iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. O título de sua obra. E, hoje, olhamos a nossa volta e percebemos um mundo ainda em guerra, com desentendimentos, ódio, vingança, fome, mortes, destruições. E não precisamos ir muito longe para isso. Basta abrirmos os jornais. Sabermos as notícias. Uma colega que é assaltada. Jovens que são mortos. As drogas que se proliferam. Os filhos que matam os próprios pais. Mortes no trânsito. Desrespeito pela vida, pela natureza. Enfim, já conhecemos bem o quadro em questão. Mas o pior é constatar que a “morte” existe nos membros da própria igreja. É, a natureza humana está marcada pelo egoísmo mesmo. Todavia, cada um pode, com Deus, transformar a sua própria natureza. Pois o amor e o bem são muito maiores do que todo o mal. E no final das contas, como muito bem escreveu e viveu S. Paulo, “tudo passará...só não passará a fé, a caridade e a esperança. E maior delas é a caridade”. O amor tudo pode mesmo, tudo transforma, tudo vence, tudo supera. Que seja a nossa força. Parabéns pelo seu livro. Que o Pai Eterno lhe conceda vida e saúde para que possas, por amor, no amor e com amor, continuar a ser auxílio e sinal de esperança para tantas pessoas!! Valeu, Tânia. E assim, respondemos a nós próprios: o amor não se esfriará de todos nós!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Kikiô em Brasília....


A semana começa...aniversário de Brasília. Brasília de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Arquitetura de rara beleza. Traçados de graça, de paz. Assim deveria ser os Poderes que, ali, estão. Recantos de brasileiros honestos ondo o amor à Pátria e a seu povo deveria ser a ordem do dia, dos dias, dos meses, dos anos. Hoje, Brasília faz anos. Meio século. Parabéns, então, ao povo brasiliense!! Aos que chegam de fora e também se tornam um pouquinho do cerrado. Cerrado, matas, florestas. Hoje, também é o dia, dos primeiros habitantes dessa terra. Dia do Índio. Xavantes, caiuás, corumbiaras, guatós, bororos, tupis, e tantos mais. Em nossas veias também corre o sangue dos seus ancestrais. Quiçá mais distante, dos altiplanos dos Andes, da terra dos Incas. Recordamos dos índios do velho oeste. “Enterrem o meu coração na curva de um rio”...Índio lá e cá, sofreram muitas dores. Assim diz a canção que canta o querido sul-mato-grossense, Almir Sater, violeiro e poeta do Pantanal, “Kikiô nasceu no centro entre montanhas e o mar, Kikiô viu tudo lindo, tudo índio por aqui. Índia América teus filhos foi Tupi, foi Guarani”!! Passa em nossa cabeça um filme. A belíssima carta do cacique Seattle. Lição inesgotável de amor à natureza, à vida. Disse o Chefe índigena em 1855: “Tudo quanto fere a Terra, fere também os filhos da Terra”. Tão simples, tão sábio. E assim são também nossos índios. Verdadeiros brasileiros. Fica, aqui, a nossa singela homenagem a todos os grupos com raízes índigenas. Do Brasil, das Américas, do Mundo. Obrigada caríssimos irmãos!! Um bom dia, boa semana a todos!! : )


domingo, 18 de abril de 2010

Selinho Prêmio Dardos...


"O Prêmio Dardos é um reconhecimento dos valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web" (palavras da amiga Franciéle).

 
Recebi, então, este selinho indicado pela querida poetisa gaúcha Franciéle do http://franpoesias.blogspot.com/ e resolvi, como também em outros selinhos recebidos, quebrar as regras para oferecê-lo a todos as pessoas amigas, os blogueiros, blogueiras, que desejarem levá-lo para seus blogs. E quem não quiser, a amizade também será a mesma. Desde já, agradeço de coração, Fran, por seu carinho e indicação. Um bom final de noite e uma semana abençoada para todos, : ) 





Lady Laura...



“Me leve prá casa, Lady Laura, me conte uma história Lady Laura, me abraçe forte Lady Laura, me faça dormir Lady Laura”...A sua Laura partiu Roberto, de volta à casa do Pai Eterno. Na letra de sua canção desponta uma belíssima oração, uma declaração de amor à sua mãezinha querida. Mãe é assim. Um ser tão sublime e iluminado. Um anjo sempre ao nosso lado. Nas tristezas e nas alegrias. Na saúde e na doença. Nas vitórias e nas perdas. Às vezes, muitas vezes, sentimos mesmo vontade de tornarmos meninos, meninas, outra vez. Só para cabermos nos braços e abraços de nossa mãe. Só para imaginarmos que nunca vamos perdê-la e que seremos eternamente os seus pequenos. Canta, Roberto, canta seu o seu amor, canta a sua gratidão. Afinal, somos gratos a nossa mãezinha por estarmos vivos nesse universo imenso. Agradecidos por todos os ensinamentos, pelas noites mal dormidas, pelo zelo contínuo, pelos cuidados amorosos. Mãe é assim...um bálsamo perfumado em nossas vidas. Um ser maravilhoso que mereçe todo o nosso amor e o nosso respeito. A separação física, a dor é inevitável. Todos, um dia, passaremos por isso. Porém, nossa fé é que nos sustenta, por isso dizemos que sempre juntos estaremos. Você, Roberto com sua mãe. Nós com as nossas. Pois, o amor sempre reúne aqueles que se querem bem. E, nós, o queremos bem Roberto Carlos. Que Deus o abençõe. E que sua Lady, Lady Laura interceda por nós junto ao Pai Eterno, hoje e sempre!!

 

sábado, 17 de abril de 2010

Prova de amor...



“Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão”...é a canção que já ouvíamos nos bancos eclesiais. Agora, ali, assistindo o filme sobre a vida do médium Chico Xavier, ela (a canção) parece ganhar novos arranjos nas suas notas musicais. Chico, como era conhecido por todos, completaria no último dia 2 de abril, cem anos, se vivo estivesse. Todavia, mesmo após a sua morte física, resta presente nas obras de caridade que deixou, na memória daqueles que o conheceram, no carinho daqueles que foram por ele confortados com suas cartas psicografadas. A sua vida foi um mistério divino. Manifestação viva da graça que toca as existências dos mansos e humildes de coração. De fato, o Espírito Santo “sopra” onde quer e em quem quer. E assim, foi Chico. Homem, espírito de luz. Alma caridosa e bondosa. Sinal do amor maior de Deus Pai entre os homens. Os espíritas celebram o centenário do seu nascimento. E, nós, também. Independente das diferenças doutrinárias, a essência da sua entrega, da sua doação ao próximo, torna-nos irmãos naquele que foi, que é o nosso Mestre Maior, Cristo Jesus. É o que sentimos, ali, nos bancos do cinema. Pessoas em silêncio, prestando atenção na sua biografia, na sua coletiva realizada em 1971, no programa Pinga-Fogo da TV Tupi. Ali, estava, antes de mais nada, um homem simples, de fala cativante. Antes da figura de um líder espiritual, um homem humilde que demonstrava com total franqueza as suas limitações humanas. E quantos espíritas existem no Brasil por causa de Chico Xavier. Que continuem praticando o bem, ajudando o próximo. Pois é preciso as obras juntamente com a fé. Se praticam o bem que difundam o amor ao próximo. E como diz a mesma canção tocada e lembrando o que nos ensinou o Cristo: “Eis que eu vos dou o meu novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”. É verdade, prova de amor maior não há, do que doar a vida pelo irmão. E nesta prova, caro Chico Xavier, você passou com nota dez, com louvor!!! Quem tem ouvidos para ouvir, escuta: bela homenagem na música de Fábio Jr. Chico, Francisco, como tantos outros santos, como tantos peregrinos do amor!!!





Selinho da Luci...


E este outro selinho recebi da Luci querida do blog vida. Obrigada de coração!! Deixo-o, aqui, também, para todos que quiserem levá-lo para seus blogs. E quem não quiser, a amizade é a mesma. Nesta bela tarde de sábado, no aconchego de nossos lares, desejo a todos, como muito bem dito no selinho acima: UM BEIJO DE LUZ nos seus corações!!! Obrigada Luci. : )

Selinho...um encanto...


Recebi este selinho da querida Tânia do blog http://obradasnossasmaos.blogspot.com/ e desde já a agradeço de coração. Já recebi o seu livro que ganhei no sorteio...pensar que não ganhava nem em bingo de igreja..hehehe!! Obrigada Tânia, vou lê-lo e depois vou comentá-lo, ok?!! Bom, quanto ao selinho, tomo a liberdade de quebrar as regras que o envolvem. Deixo-o, aqui, para todas as pessoas amigas que o quiserem levá-lo para seus blogs. E quem não quiser também receba o nosso mesmo carinho. Afinal, cada blog que visito é um encanto todo particular, pois transmitem o jeito de ser de cada um de seus criadores. E, ainda, tomo a liberdade de não responder as perguntinhas das regras estabelecidas, deixando apenas dito que sou (ou tento ser) uma eterna aprendiz de humanidade!! Um abraço e um bom final de semana a todos!! : )

A filosofia do absurdo...retrospectiva da semana....



A semana passou como um vendaval de outono. Ventos balançando as folhas da àrvore da vida. Retrospectiva semanal. Segunda-feira inicia a labuta. Terça, a luta continua. Notícias. Trabalho. Afazeres. Casa, refeições. Família. Quarta. Quinta. Consultas. Exames médicos. Mais notícias. Fiquei indignada com a cara de pau do Prefeito de Niterói ao afirmar que o desastre do deslizamento dos morros foi imprevisível. E o político atribuiu a culpa às chuvas de S. Pedro. Aliás, S. Pedro deveria é mesmo fazer cair um raio na sua cabeça para queimar de vez os poucos neurônios da sua cachola de asneiras. Tolerância zero. Não dá para aguentar. Tratam-nos como idiotas. Então, a toda ação corresponde uma reação. Princípio da física. Raios e trovões. Tempo nublado. Dia de sol. Manhãs frias. Mudanças de outono. Variações de temperaturas. Mudanças de humores. Notícia, literalmente, chocante: um jovem de 21 anos, estudante e músico (com um conjunto a todo vapor), morre eletrocutado ao se encostar na armação da parada de ônibus numa das avenidas de Porto Alegre. E onde estão os culpados? Jogando a responsabilidade de um para o outro. A Prefeitura diz que a responsabilidade era da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul). Esta, por sua vez, atribui à Prefeitura a falta de controle. Sem controle ficamos nós, simples mortais. Quem vai apagar a dor do coração dos pais daquele rapaz falecido?!! Reuniões, conversas, discursos. Mais um “caso” a ser esquecido pelas autoridades públicas. E o vergonhoso aumento dos aposentados, então?!! É de chorar de raiva. Falam do rombo da previdência privada pelo aumento dos aposentados. Mas, diga-se de passagem, irresponsável e criminosa é a capacidade maquiavélica dos grandes sonegadores de impostos. Sonegam e não estão nem aí. Afinal, suas aposentadorias já estão garantidas com o dinheiro a salvo num paraíso fiscal. Não estar nem aí para nada e para ninguém é a tônica do milênio. Alguns jovens não estão nem aí para que os pais dizem. Estes, por sua vez, não querem saber o que os filhos andam fazendo ou com quem andam. Vivemos num país (que não é o dos Maravilhas da Alice) mas onde acontece sempre o faz-de-conta. Faz-de-conta que me ensina e eu faço-de-conta que aprendo. Faz-de-conta que sei consertar seu automóvel e você faz-de-conta que está diante de um mecânico de verdade. Verdade, que verdade?! E depois falam que a filosofia não serve para nada. Que é pura invenção das cabeças esvoaçantes dos filósofos de outrora. Ah, mas antes ouvir um Aristóteles, um Sócrates, um Platão, um Erasmo de Roterdã, um Descartes, um Blaise Pascal e tantos mais. Pelo menos, diziam juízos mais bem estruturados, que faziam mais sentido. Tinham criatividade, arte e a beleza das palavras, dos pensamentos. Hoje, ouvir os políticos, artistas, e tantos outros mais, com raras exceções, só por Deus...aliás, até Deus já está se cansando da humanidade involuída. Hoje, pareço o próprio Gregório de Mattos, “o boca do inferno”, que derramava fel por meio dos seus escritos. Hehehe...Às vezes¸ adquirimos, também, as visões do inferno de Dante Alighieri, só para condenar os corruptos, assassinos, fraudadores, como dizem os orientais, para que queimem “no mármore do inferno”. Taí, uma expressão que nunca entendi. Se é mármore (pedra) como pode ficar tão quente...hehe..mas esta já é outra conversa. Papo de filósofo curioso, para alguns papo de louco....hehe... Louco é o agropecuarista que degolou um velho labrador como vingança pela morte de suas ovelhas. Mas a sentença do Juiz da 18ª Vara Cível de Porto Alegre o condenou ao pagamento de uma indenização ao dono cão. Onde já se viu? Não tinha provas de que o parente do “Marley” era o autor das mortes; o cão já era velho e sempre foi dócil; e de mais a mais, como disse o Juiz, ainda que o cachorro tivesse cometido tais fatos, não poderia ser responsabilizado por não fazer uso da razão, guiando-se, apenas, por seus instintos. Agravante: o pecuarista após matar o labrador teve o prazer insano de comunicar o grande feito ao capataz do proprietário do peludo e deixá-lo degolado na entrada da fazenda do seu dono. Enfim, quem é o louco?! Acho que aquele pecuarista degolador de cães (pois o dito cujo era "reincidente" já que tinha degolado uma cachorra antes do labrador) tem algum parentesco com o Prefeito de Niterói. Afinal, ambos são de uma estupidez sem fronteiras...Pobres ovelhinhas nas mãos daquele "sanguinário"...hehe..temos que rir para não chorar...riso, filosofia do absurdo. Por isso, digo: santa loucura filosófica que nos liberta de tantos condicionamentos e escravidões. Que nos faz pensar com a própria cabeça. Livres mas conscientes das nossas limitações. Estamos felizes. A mãe está bem. Estável. E vamos em frente. Amanhã é sábado ou hoje não sei. Mas, enfim, é final de semana. Momento de arrumação. Colocar em ordem a nossa desordem do dia-a-dia. Um beijão no coração de todos, como dizem por aqui, bom “findi”!!! Vou mas voltooooo...hehehe!!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

É bonita...



A vida é melhor quando tudo renasce num belo dia de sol. Ventos, chuvas, tempestades já são àguas passadas. Não movem moinhos. Não voltam atrás. A vida segue seu curso. É trajetória que se faz. A esperança desponta no céu da existência como o arco-íris que cintila na luz matinal. Recomeçar, reinventar-se é o sagrado ritual. Todos os dias despertar, pé na estrada, pois nada é igual. Um dia após o outro, os contrários se encontram. A permanente luta entre o bem e o mal. Divino mistério, sabedoria colossal. Assim diz a canção e sei que “a vida deveria ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita”!! Vida cantada, vida sofrida, vida amada, vida cumprida, vida marcada. Vida sentida. E escolhida. Sempre a vida, vida será. Boa ou ruim; breve ou longeva; alegre ou triste; surpreendente ou monótona; agitada ou serena; refletida ou inconsequente; presente ou ausente; desejada ou acidental; natural ou formal...Enfim, sempre vida ela será. E será melhor, na pureza das respostas das crianças, pois a vida “é bonita, é bonita e é bonita”!!


Na correria....hehehe...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Reflexão...


Sinto um vazio de idéias, de conceitos. Nestes últimos dias, sinto uma grande tristeza em meu coração. Tristeza em ver o sofrimento de tantas pessoas no Rio de Janeiro. Niterói, São Gonçalo. Morros. Lixão. Chuvas. Lama. Lugares impróprios para moradias. Descaso das autoridades públicas. Problema social. Urbanização irregular. Mortes. Tristeza. Heróis são os bombeiros que trabalham incansavelmente à procura de moradores soterrados sob o mar de lama que despencou dos morros. Até quando?...nos perguntamos. Quantas vidas mais serão preciso para que algo sério e efetivo seja feito? Afinal, as autoridades sabiam que tal desastre poderia acontecer. E nada fizeram. Pessoas despojadas de seus sonhos e de suas vidas. E um morador em lágrimas dizia: “Aqui, somos pobres mas há muitas pessoas boas”. É claro que sim. Pobreza não é sinônimo de mau caráter. Antes pelo contrário. As mais honestas e com decência, ali, certamente, se encontram. Ou pelo menos, se encontravam. Hoje, depois de ouvir e ver tantas notícias sobre o ocorrido, senti-me assim. Desconexa, atordoada. Sem organização nas idéias. Nos raciocínios. O que pulsa é somente o sentimento de indignação por aquele povo tão querido. Resta um vazio na alma das vidas que se foram. Os filhos que perderam o pai, a mãe. A mãe que perdeu um filho, um marido. Famílias em desespero. Tanta luta para ter um espaço seu. Ainda que seja um barraco num morro qualquer. Povo sofrido. Crianças chorando. O cãozinho também saindo dos escombros da lama e dos destroços. Que povo solidário também. Isso atenua. Conforta. Eternece o coração. Lição a ser repetida várias vezes. Sabedoria que não acompanha os políticos, os homens do poder. De que raça são feitos? Não adianta chorar lágrimas de “crocodilo” depois que tudo passou. É preciso ação preventiva. É preciso dignidade. Moradia decente em lugares adequados. É preciso consciência de bem comum para tratar do problema do lixo urbano. É preciso investimento social, tecnológico e ambiental. É preciso boa educação. Combate às drogas. Erradicação das favelas, da fome, da miséria. É preciso vergonha na cara. Amor ao próximo. Amor ao Brasil e ao seu povo. Pois é assim que gostaríamos de continuar a ver os cariocas. Como um povo trabalhador e realmente feliz. O nosso carinho, nossa solidariedade.

sábado, 10 de abril de 2010

Nasce o dia...


Nasce o dia...

Dia de outono, estação das folhas, dos ventos...

É sábado, no coração e na mente...

Brilha o sol, brinca com a gente...

Nasce assim...

Nas palmas das mãos, no chão do horizonte...

Pintado com as tintas do sentimento...

Belo e eterno...

Desperta do sono, acorda para a vida...

Nasce assim...

Como um belo dia de amar!!!

Bom dia, bom sábado, um bom final de semana a todos!! : )



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Que possamos...

ter olhos e um coração de criança para desejarmos intensamente a todos um verdadeiro...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Relembrando o Mito de Prometeu...

O mito de Prometeu *

 
1. Quem um dia já não ouviu alguma narração mítica acerca da origem do universo, dos seres, das coisas? Figuras mitológicas pululam na imaginação de crianças e adultos. Pã, Narciso, Apolo, Afrodite, Júpiter são exemplos de tais personagens. E como tudo que existe tem uma razão de ser, eis que os mitos, desde os tempos longíquos, servem como explicações para toda a realidade. Surge então o relato sobre o trabalho, a técnica, a civilização. É a narrativa de Prometeu.

2. O mito de Prometeu era representado pela tragédia grega. Os atores encenavam o universo divino e heróico. A trama e o drama vivenciados pelos personagens, pelo protagonista, suscitavam no público fortes paixões. Era a maneira de “fazer chorar para fazer pensar”.

3. Prometeu era um titã, filho de Iápeto e Clímene, que para vingar a sua raça, cria o homem do barro e com a ajuda da deusa Atena, infunde-lhe uma alma. Ensina aos homens o domínio da natureza e o conhecimento de si próprio. Arrebata o fogo do Olimpo e entrega-o às criaturas que, libertadas do jugo dos deuses, iniciam a civilização. A punição dos homens é a caixa de Pandora que aberta espalha os males entre a humanidade. Prometeu é acorrentado a uma rocha e todos os dias, pela manhã, uma àguia faminta devora-lhe o seu fígado imortal. Esse é o seu castigo.

4. Eis que o homem, seguindo a sua natureza racional, domina a técnica, transformando o mundo, fazendo cultura e impulsionando o progresso. Torna-se a providência de si mesmo. Por isso inverte os meios e os fins. Anseia pela morte dos “deuses” para tornar liberto de sua rocha o Prometeu. Faz da técnica e do ideal de bem-estar seus fins últimos, dos homens meros acidentes despersonalizados, instrumentos nas mãos do grande “titã”, o Estado pós-moderno, que se torna, agora, o novo Prometeu. A isso, o filósofo italiano Reginaldo Pizzorni, denomina de um novo “ateísmo prometéico num mundo prometéico”.

5. Entretanto, felizmente, a civilização, a cultura, a técnica e o progresso são frutos da ação racional e livre do ser humano. É possível então modificar a concepção prometéica do homem e do mundo. Afinal, a experiência cristã, diferenciando-se da experiência grega e do materialismo pós-moderno, leva em conta o processo de transformação operada no homem por um Deus que também foi homem, no profundo do homem, no seu coração e na sua mente.

6. Eis que diante daqueles que apregoam ser a filosofia clássica avessa ao progresso, seja lembrada, aqui, a tese do Aquinate, a saber, “entia omnia et praesertim racionalia in potentia infinita sunt”. Ou seja, “todos os seres e principalmente os racionais são potencialmente infinitos”. Logo, o progresso e a técnica têm uma projeção para o infinito. Aliás, isso sob o aspecto filosófico é compatível com o princípio do finalismo. Pois Deus é o Alfa e o Ômega, isto é, o princípio e o fim de todas as realidades. E como “fim”, Ele é a perfeição que atrai pela sua plenitude, tornando-se a causa exemplar do desenvolvimento e do progresso de tudo aquilo que Ele próprio criou!!



* Texto escrito em junho de 2000 em Campo Grande, MS.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Retornando ao trabalho....


Acabou-se o que era doce...hehe...o “dolce far niente”...foram dez dias de férias, de aconchego do lar, de sonecas depois do almoço, de “sessões da tarde” com direito à chá de morango e biscoito de àgua. Dias de sol, alguns de vento, de chuva fininha. É o outono se manifestando nas folhas que caem. Amarelam-se os dias. Cuidado com a dengue. Vamos nos prevenir. Vamos nos vacinar contra a gripe. A segunda-feira surgiu assim com cara de chuva. Nublada. Escura. A mãe natureza parece pronta para derramar as suas lágrimas. Não a maltratem mais. Ela está cansada. Esgotada. Quantas coisas aconteceram nesses últimos dez dias. Até os meus sisos foram extraídos...hehe...é bem verdade que estava com medo de arrancar apenas um (o que estava me incomodando). Mas, depois que vi que era bem rápido e que estava em férias, resolvi dos outros me livrar também. Deu tempo para recuperar-me. Agora, sim. Aguardem-me minhas chefes e colegas. Estou voltando. Voltando para o trabalho, para a lida, para a labuta do dia-a-dia. Um pouco sonolenta, pois é segunda-feira...Segunda de Páscoa. Participação nos eventos do Santuário Mãe de Deus. Encontros e desencontros da vida. Alegrias e tristezas. Amizades conquistadas. Eventos na cidade. Seu aniversário. Passagem, travessia. Exposições visitadas. Filmes assistidos. Olha, minha mãe, aí, que está, aqui, conosco. Um presente de amar! E, assim, os dez dias se foram. Voaram nas asas do tempo. Tempo de transformação. Tempo para consertar o PC. Organizar as atividades. Ajeitar as pastas, os arquivos. Aprender os recursos oferecidos pela tecnologia. Esse universo virtual do qual participamos. Uma blogsfera do bem. Que quer representar uma Biosfera (aplausos aos professores e biólogos do BiOsfera..assim como todos os outros mais educadores ambientais, Érica, James, Monique e demais) constituída de respeito, de consciência, de ciência (Daniela), de alegria, de arte, arte das gurias Cintia e Cris, Paula, Ana, Dricca, Luci, Eliene, Vivian, Sol, Janaína, Silvana, de criatividade, de harmonia, de tristeza também (viu, Alberto Afonso?!!), de sonhos (de poetisas e poetas, Sandra, Bea, Isis, Márcia, Renato, Zé, Théo, Clau, Jacqueline, Marcelo e tantos mais), de sonhos mais lindos Pelos Caminhos da Vida da Ana, planeta de paz (parabéns Cleisson), de conscientização, de alerta como da Lisette, da Esther, do amor aos bichos com a Ana, de belos textos como da Clotilde, da Marli, do Almiro Zago, do Valdecy, de grandes emoções com Emilinha, com os blogues da Helô, de preciosidades com Lelé Batita, com o Farol chamado Amizade, com a bela imaginação do querido Pedro na sua Torre Mágica, de preservação da memória da nossa cidade com o “guri” Jonas, o apoio e suporte aos blogueiros está com o outro “guri”, o Dado, Casa Mãe de Deus, Castelinho Cultural, Movimento do Voluntariado, Boca de Rua, Espaço da Matemática, Morenismo, de reflexão e interação com cogitar de Manuel, com o Obra de Nossas Mãos da Tânia, Filosofar é preciso Marise, maravilhoso, entender a natureza com a Engenharia Ambiental, A Amazônia presente com o Altino Machado, de Mãe para filha com Jane, das belas fotos da Susy com as poesias de sua mãe Fernanda, da solidariedade e da denúncia com Manoel do Limoeiro, Vitrine de Prata com a Márcia, de esporte e saúde com Rodolfo Lucena, de Um pouco de tudo, de uma Menina da Lua Imagens, de Radicci e o Avarento, dos geniais Palhaços Verdes, de Rose Marie, do Prêmio Araucária, enfim, dos cantos, recantos, espaços, lugares de todos os lembrados e os esqueçidos (perdoe-nos..hehe). De todos que fazem mais bonito, mais feliz, mais consciente, mais fraterno, mais solidário, que nos fazem sempre melhor, a cada dia, a cada minuto. A todos o nosso agradecimento. Estamos, aqui, preparando-nos para voltar ao trabalho. Com fé e coragem. Na certeza de um novo dia, uma nova semana, uma nova esperança!! Boa semana a todos! Beijos! : )



sábado, 3 de abril de 2010

À espera...


Enquanto aguardamos que as trevas se dissipem. Que a solidão e o desemparo pela ausência de Jesus, morto e crucificado, seja, enfim, superado. Colocamo-nos à espera da sua ressurreição. Esperamos em vígilia, em oração. Aproveitamos o tempo de reflexão para sondarmos a nossa própria caminhada existencial. Em mãos, começei e terminei de ler um livro que ganhei de meu marido, intitulado “Confissões e Conversões 25 regras para o tempo de mudar”. Nada mais oportuno e adequado para um tempo em que refletimos acerca de mudança, transformação, vida nova. Trata-se de um excelente texto de ficção escrito pelo conhecido médico cirurgião cardíaco, Dr. Fernando Lucchese. Que, aliás, é médico do meu esposo. Iniciei a leitura e logo cheguei ao final da estória pois o enredo foi muito bem exposto e desenvolvido. A habilidade das mãos precisas de um cirurgião também se revelaram certeiras nos temas abordados pelo médico escritor. De fato, a cada página foi uma agradável revelação. O descortinar de uma alma, de uma essência manifestada mediante uma percepção aguçada pela experiência de vida, pelos encontros e desencontros de muitas pessoas, pela cultura amealhada nos anos de estudo, de trabalho e de reflexão. Toda mudança, conforme o escrito pelo cirurgião escritor, requer uma confissão. Uma tomada de posição. Uma resolução de mudança de percurso, de rumo. A estória se passa entre dois personagens principais: Pedro, um empresário de sucesso. Homem rico e poderoso que veio de uma pequena cidade do interior. Ambicioso e valente. Vence na vida trabalhando e estudando. Atinge fama. Materialista declarado, cuida minuciosamente de suas aplicações e de seus lucros e investimentos. Viaja o mundo. Transita pela alta sociedade. Festas, luxo, mulheres, prazeres. Pedro tem tudo mas não se sente feliz. Está cansado. Não possui amigos verdadeiros. Quando, então, por acidente, atropela um engenheiro chamado Francisco, que depois vem a descobrir que é seu empregado de uma de suas firmas. Francisco é um engenheiro sonhador, que vive do seu trabalho. Mora num apartamento modesto. É viúvo. Perdeu a esposa que foi acometida por um câncer. Francisco carrega a dor de ter sido processado, injustamente, por erro profissional. Do encontro desses dois personagens, inicia-se um relacionamento de amizade que transformará a vida de ambos. Os dois farão, então, a cada dia, um novo encontro consigo mesmo. Recuperarão as suas vidas. Nascerão para um novo tempo. Tempo de mudar, tempo de conversão. Encantei-me com a maneira, com a forma, a imaginação do escritor. É, realmente, um livro que toca nossos corações. Pois fala das coisas simples. Das revezes, das dificuldades, das limitações humanas. Mas, acima, de tudo, fala da esperança, da confiança, do amor à vida e sobretudo da capacidade do ser humano de repensar, de alterar, de reencontrar novos caminhos que o possam conduzir a uma nova e melhor vida. Mensagem de encorajamento, de fé e de amor. Parabéns Dr. Lucchese. És, de fato, também mestre na arte da escrita. Agradeço meu esposo pelo belo presente. Naquelas regras, ali, estampadas encontramos as razões para uma vida nova e sempre melhor. Na certeza, da ressurreição do Senhor, dizemos alto e em bom tom: Cristo venceu a morte com amor. Aleluia!!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nossa culpa...


Sexta-feira santa. Entrega de Jesus. Traição. Condenado, o galileu começa o seu calvário de dores físicas e espirituais. Estava escrito nos livros sagrados. Estava dito pela boca dos profetas de outrora. Tinha que se cumprir a sua Paixão e Morte. Procuramos dentro de nossos corações e encontramos as raízes dos nossos pecados, do nosso egoísmo. São mais de dois mil anos. E Ele continua sendo condenado, massacrado e crucificado. Somos, nós, os Pôncios Pilatos, o povo que clama por sua morte. A Igreja hierarquia, seja católica e tantas outras, somos réus confessos. Em nossas mãos encontra-se o sangue inocente do Cordeiro de Deus. Homem/Deus que tanto nos ensinou, tanto nos advertiu, tanto nos amou. Amou com um amor maior do que qualquer dimensão humana pode atingir. E, hoje, olhando sua Igreja organizada em poderes, falo da Igreja Católica a qual pertenço pelo batismo. Os fariseus e sumos sacerdotes estão aí. Falsos profetas. Vendilhões do templo. Construíram igrejas de pedra e de cimento. Ergueram suntuosas catedrais, santuários de comercialização da fé do povo sofrido e carente do alimento espiritual. Hoje, que me perdoem os ouvidos sensíveis. Mas nossos corações estão inundado no fel dos pecados de nossa Igreja. São tantos escândalos, tantas perversões. Padres, bispos, sacerdotes envolvidos em pecados de abuso sexual contra crianças e jovens; de desrespeito ao próprio sacramento da Ordem, desrespeito aos outros sacramentos, entregues aos prazeres com mulheres, com homens. Vícios de toda ordem: drogas, álcool, jogo, gula, soberba. Pecados do espírito: cobiça, ganância por bens materiais. Comércio de bens sagrados. Sacrilégios. “Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Será que conseguem aquilatar a mensagem?! Roma, tornou-se símbolo do poder temporal. Não entendem que o poder deve ser o carisma de uma vida dedicada, de fato, aos pobres, marginalizados, aos mais necessitados. Estar e viver no meio do povo, viver como vivem, comer o que comem, trabalhar como fazem. Ao invés, comercializam a fé, o ensino. Enganam ou outros e a si próprios mistificando os próprios erros. São o opróprio dos ensinamentos cristãos. Congregações que não vivem a partilha, a fraternidade, a doação ao próximo. São como máfias, como cânceres que se alastram pela Igreja. Doença do corpo e da alma. Já que se esqueçem da pobreza do Filho do Homem. Esqueçem para que vieram, tornam-se meras organizações administrativas e comerciais. Qual é sentido de existirem?! Por ventura, o Cristo ensinou ou mandou construirem templos de conforto, escolas, universidades, hospitais, santuários, catedrais? O reino do Nazareno não é e nunca será deste mundo. Enviou os seus apóstolos para anunciar a Boa Nova, denunciar os erros, viver a Justiça e praticar a caridade. Hoje, novamente, condenamos Jesus. Cuspimos em seu rosto com nossos pecados. A Igreja e seus membros escondem, camuflam os pecados dos seus integrantes. Quantos ainda escandalizam com suas atitudes e sua vida desregrada o nosso próximo. A lei do silêncio impera nas paredes materiais dos “feudos” católicos. Continuamos, ainda, hoje, a não compreender a mensagem do Galileu. Somos hipócritas e fariseus. Vestimos ouro e seda. Para quê tantos símbolos de poder? Melhor seria vestir a simplicidade. Morar em casas populares. No meio do povo. Trabalhar como todo mundo o faz. Dar aulas, no Estado, no município. Ser pintor, serralheiro, marceneiro. Até mesmo tecer redes ou tendas como fazia São Paulo. Dêem todos os bens aos pobres. Pratiquem a caridade de palavras e de coração. Vejam o exemplo do Senhor. Por isso o Espírito Santo sopra onde quer e em quem quer. Mesmo naqueles que estão fora dos “muros” da nossa Igreja. Eis, aí, também o discípulo de Jesus que viveu com sua vida o mandamento maior: “Dar a vida pelo seu irmão”. O querido Chico Xavier. Como tantos outros santos e santas.Como Francisco de Assis e Pe. Pio. Testemunhos de amor. Em breve, assistirei o filme sobre a vida de Chico Xavier e, aqui, postarei o meu comentário. Mas, agora, é a dor do sofrimento do Cristo que nos toca. É Ele que, ainda, o açoitamos e o desprezamos. Com nosso orgulho e prepotência colocamo-nos a coroa dos nossos espinhos que estilhaçam a sua carne. Carregas a cruz das nossas faltas. O que fizeram da sua Igreja, querido Galileu? O que fazemos contigo ainda hoje. Por isso a dor dilacera o seu sagrado coração. Vertes lágrimas de sangue. Sangue derramado por tanto nos amar. Perdoe-nos. Perdoe-nos nossos pecados. Declaramos as nossas faltas, a nossa culpa. Somos responsáveis pelo seu sofrimento e por sua agonia. Ingratos e desumanos. É preciso sacudir a poeira da hipocrisia de nossa Igreja. É preciso iluminar os “sepulcros caiados” dos nossos grupos. É preciso não somente pedir perdão ao mundo, às vítimas, à humanidade inteira, também, como à toda criação, mas, de fato, fazer um autêntico mea culpa e mudar de vida. Transformar nossas ações. Enfim, limpar as feridas do corpo machucado de Nosso Senhor. Que Ele tenha piedade de todos nós. E que nos fortaleça para nunca renunciarmos a fé verdadeira capaz de dar a própria vida pela verdade do amor. Sejamos, de fato, os seus seguidores. Profetas, reis e sacerdotes no batismo recebido. Não pactuemos com a ignomínia nem com os pecados de nossa Igreja. Perdão, Jesus, por que, novamente, o crucificamos com nossa falta de coragem e de amor!! É nossa culpa...Qui is potest cápere, cápiat!...Quem puder entender que entenda, quem tiver ouvidos que ouça!!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...